domingo, 19 de agosto de 2007

Ciência versus Ecologismo



Caros alunos e visitantes;


Este texto de Wotzkow traduz um pouco do pensamento enviezado que é pregado sobre conservadorismo e ecologia. Um pequeno compêndio que nos faz refletir até que ponto somos mais uma vez massa manipulada para a manutenção do poder ou tentativa de mudança de "atores" que buscam, na verdade, apoio dentro do coletivo aos seus interesses particulares.

O texto abaixo é, deveras, interessante. Bons estudos.

Professor Augusto César Willer

por Carlos Wotzkow em 19 de agosto de 2007


Resumo: Antes de aceitar pagar novos impostos baseados no catastrofismo climático ou pagar contribuições para o Greenpeace ou qualquer outra organização eco-terrorista, é preciso fazer algumas perguntas.


“Em 1970, milhares de milhões de seres humanos (inclusive norte-americanos) morrerão de fome”.

“Em 1973 (devido à contaminação do ar) umas 200.000 pessoas em Nova York e Los Angeles morrerão”.

“Em 1980, os Estados Unidos verão reduzida a expectativa de vida (de sua população) para 42 anos por culpa dos pesticidas e em 1999, ficarão vivos apenas uns 22,6 milhões de norte-americanos”.

“Para o ano de 1985, suficientes milhões de pessoas terão morrido, reduzindo a população do planeta a um nível aceitável de 1,5 bilhões”.

“Aposto que a Inglaterra não existirá no ano de 2000”.

Paul R. Ehrlich[*]

[*] Paul R. Ehrlich é talvez o mais disparatado dos ecologistas vinculado a esta indústria do terror psicológico. Ehrlich tem sido acobertado (curiosamente) pelas mesmas instituições que simpatizam com a política ambiental de Fidel Castro: Greenpeace, Sierra Club, a Fundação Mundial para a Vida Silvestre (WWF), a Volvo, a Fundação MacArthur, as Nações Unidas e a Fundação Heinz.

Talvez seja isso o que favoreça a que os ecologistas saibam mais como afundar um barco pesqueiro com seus tripulantes a bordo, do que como funcionam seus cérebros tortos. O terrível dilema dos ecologistas é simples, porém complexo. Simples, porque podemos identificá-lo; complexo, porque não existem respostas científicas para solucionar seu próprio dilema. Esse dilema se chama “síntese”. Poderíamos descrever a macro-ecologia de um arquipélago, identificar seus ecossistemas, fragmentá-los em espécies, penetrar em suas células, identificar cada um de seus genes e, inclusive, chegar a identificar cada uma das proteínas que o conformam. Porém, ainda não somos capazes de fazer o caminho inverso. Eles talvez nem sequer saibam disso; nós, sim.
Ao menos hoje, não contamos com o avanço tecnológico (algorítmos e complexos modelos matemáticos) que nos permita predizer a estrutura e a forma de uma proteína a partir dos aminoácidos que a conformarão segundo sua forma. É impossível então, reconstruir de baixo para cima a estrutura genética de uma só espécie. Muito menos podemos predizer suas funções, suas mutações, seus inumeráveis e complicados processos adaptativos. Em outras palavras, é relativamente fácil descrever o ecossistema de uma ilha como Cuba, porém no momento é impossível sintetizá-lo. O problema, esclareço, é mais técnico do que conceitual, porém se a síntese de proteínas fosse um fato consumado, lhes asseguro, não estaríamos falando de aquecimento global como o fazemos hoje.
Fazer prognósticos sobre a mudança climática, mesmo conhecendo todos os fatores que o compõem e influenciam (e estamos muito longe de ter esse conhecimento), necessitaria conhecer o impacto individual de cada fonte de emissão gasosa e a soma energética de todos os fatores planetários que, por acréscimo, mudam seus valores a cada segundo. Da mesma forma, não se pode falar dos “irresponsáveis produtores” de CO² se não conhecemos quem são, nem que parte de responsabilidade corresponde a cada um deles. Entre os maiores produtores de CO² em escala mundial, e desde há centenas de milhões de anos, os cientistas conseguiram identificar em ordem descrescente: os vulcões, as árvores, as termitas, as bactérias e desde há muito poucos anos, o ser humano.
Da revolução industrial até a presente data temos sido simplistas, e toda a responsabilidade contaminante do ambiente é agora atribuída ao homem, porém, sobretudo às populações humanas cujo desenvolvimento industrial e riqueza acumulada permite pagar “suas culpas” ao inquisidor ecologista. De outra forma não valeriam a pena essas campanhas para “salvar” o planeta. Você já viu algum ativista do Greenpeace pendurando um letreirinho importuno em uma mina de carvão na China? Você viu algum voluntário do Sierra Club protestando contra o programa nuclear iraniano? E eu poderia perguntar mais, porém é evidente que esse esforço eco-político, “a favor do meio ambiente” é tão-somente um objetivo ideológico dirigido contra a indústria e o desenvolvimento do mundo ocidental.
Porém, adentremo-nos em uma floresta selvática chuvosa da depauperada Sierra de Cristal cubana. A maioria dos estudos científicos efetuados nesse pequeno e local ecossistema baseou-se em 200 anos de viagens de coleta, classificação e quantificação preliminar das espécies que o conformam. Deles, 1% dos investigadores estudou muito superficialmente a ecologia (básica) de alguma de suas espécies (principalmente vertebrados), porém nenhum incursionou em sua biologia celular. Cremos que ali habita uma espécie de gavião que se diferenciou do que habita na Ciénaga de Zapata, mas em nível genético nem sequer o demonstramos. O mesmo ocorre ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos ou no jardim (cheio de organismos vivos) da Casa Branca.
Se os ecólogos são conscientes de que o “destino” (ignorem a conotação religiosa do termo) de uma espécie não depende unicamente de seus genes mas do comportamento e da influência que estes recebem e têm das espécies que lhes rodeiam, como é possível que os ecologistas nos prognostiquem a extinção de uma espécie se nem sequer conhecem sua estratégia reprodutiva, a abundância ou escassez de seus recursos alimentares, sua plasticidade adaptativa em épocas adversas, o estado populacional de seus competidores locais, o nível de êxito de seus depredadores naturais, ou o clima que lhes resulta favorável? E se os ecólogos aceitam estas incógnitas com resignação, o que não fará o meteorologista, que sabe que o clima é fortemente influenciado por ecossistemas totalmente desconhecidos?
Acredita-se que nos últimos 50.000 anos dezenas de espécies continentais invadiram Cuba por diferentes vias. Muitas delas jamais conseguiram adaptar-se e outras o fizeram tão bem, que pouco a pouco foram diferenciando-se de seus ancestrais. Então, nos contam que a aparente “estabilidade” ecológica do arquipélago (utilizo o sofisma dos ecologistas) viu-se de imediato perturbada pela chegada do homem (certamente, o “homem” que eles mencionam é branco) e pela introdução de dezenas de enfermidades e espécies forâneas. Isto, segundo afirmam, criou um “caos” ambiental inadmissível. Certo, se não fosse porque esse “caos” sempre esteve presente. Ou como evitamos o caos que um furacão causa ao mudar em apenas algumas horas a estrutura botânica de uma ilha inteira?
Entendem o que quero dizer? Explico. A diferença entre vergonha e falsa culpabilidade deve ser esclarecida. O homem não é o culpado de todos os males ecológicos, mas a única espécie que o assegura sem o menor vislumbre de vergonha. Quem acabou com os dinossauros, ou quem enviou o furacão Mitchel sobre a ilha de Porto Rico? Os ecólogos tentam minimizar o impacto humano com profissionalismo, porém os ecologistas culpabilizam o ser humano seguindo os interesses econômicos que os levaram à política. Os que ontem criticavam a monocultura da cana-de-açúcar em Cuba, porque era colonialista, hoje a bendizem. Hoje, essa mesma monocultura pertence a um governo comunista e por isso só já é bom. Se o álcool, como combustível ecológico, é promovido por Bush, é imperialista; porém, se é promovido por Lula, então é um magnífico produto ecológico de primeira necessidade.
Em qualquer caso, a estabilidade ecológica de um ecossistema não se deve medir pelo número de indivíduos de uma só espécie, mas pela saúde populacional de todas as espécies que habitam essa localidade. Da mesma maneira que resulta um disparate devastar uma mata e não reflorestá-la imediatamente com suas espécies autóctones, é outro disparate (e talvez maior) exigir sua preservação em detrimento das espécies (incluindo a humana) que poderiam servir-se dela. Uma floresta é unicamente necessária se pode ser utilizada pelas espécies que o habitam. Do contrário, homens, aves e aranhas nos negariam o crédito. A Sierra de Cristal cubana, como o Amazonas inteiro, poderiam muito bem ser devastados, sempre e quando se fizesse de forma gradual, a longo prazo, e replantando os recursos explorados pelos mesmos que existiam ali.
Os Estados Unidos são o “Satã” anti-ecológico do mundo, porém ao mesmo tempo os ecologistas da ONU premiam o regime cubano por devastar caoba e plantar eucaliptos. O WWF do Canadá premia o regime cubano com milhões de dólares por “preservar” a Ciénaga de Zapata, enquanto que ao resto do mundo desenvolvido, esse mesmo WWF diz que preservar as florestas é uma obrigação nacional. A ONU, em suas tentativas de governar o planeta de maneira centralizada, afirma contar com os melhores cientistas em matéria climático-ambiental. Sua voz, portanto, (além de constituir-se em um preceito neo-marxista, não aceita dissidentes) tenta converter-se em lei planetária. Para isso, adotou os modelos computadorizados, empregou centenas de teóricos de renome e implantou uma política mundial de terror psicológico.
Por desgraça, a biologia não pode ser analisada como a física e o clima de nosso planeta é (também) muito influenciado pelas bactérias que o habitam. Confesso sem vergonha que sempre fui um péssimo aluno em matemáticas e que invejo todos esses teóricos da complexidade algorítmica; porém, essa simulação, apesar de poder estruturar (em princípio) uma floresta pluvial selvática a partir das moléculas (a síntese da qual lhes falava) que a compõem, carece da informação que lhe permita tomar em conta todos os elementos de interação dentro do ecossistema. Então, se aparece uma mariposa imprevista, uma simples mariposinha que não estava na lista, deveriam aceitar que sua imperceptível respiração é capaz de mudar o perfil inteiro da prognosticada folhagem.
Do mesmo modo como ocorre no simulador de vôo desenvolvido pela Microsoft, a imaginação destes cientistas plana em térmicas inexistentes. Sou um aficcionado pela aviação e, portanto, um admirador impudico da simulação de vôo por computador. O considero um instrumento fantástico para estimular o sentido da navegação imaginária e para entreter, a um custo risível, àqueles verdadeiros pilotos que não possuem um avião próprio. Desde que o primeiro simulador de vôo apareceu no mercado digital até este de hoje (FSX), o progresso foi impressionante. Ponha-se os comandos na cabine de um planador que entra em uma térmica e o perceberá em seus instrumentos, porém... (e aqui está o problema) quando buscamos a base da nuvem, ou checamos o tipo de solo sobrevoado, nem sempre encontramos uma resposta apropriada que satisfaça ao piloto real.
Então sim, simular o clima é original, atrativo, porém é sumamente especulativo. Prognosticar mudanças climáticas seria importantíssimo, se fosse possível. Como os teóricos da ONU e do IPCC podem assegurar que os algorítmos que a folharada do Amazonas produzirá serão idênticos aos seus? Como, pergunto, se nem sequer se estudou o aporte de CO² que gera uma pequena ilhota de mangue do arquipélago cubano? E se em Cuba estima-se que conhecemos apenas uma centésima parte das espécies que habitam o arquipélago, como será o conhecimento que há das espécies que habitam o Amazonas? Alguém pode me dizer como será a fauna aviária dessa ilhota cubana depois de uma tormenta tropical? Preservará essa ilhota as mesmas espécies e o estado populacional de seus insetos antes e depois da migração das aves?
Ninguém pode calcular o CO² vertido na atmosfera se não conhece com exatidão suas fontes e níveis de produção. Você pode dizer que o homem expulsa 50.000 ppm de CO² em cada expiração, porém as variáveis possíveis (desde o DNA até o pulmão) convertem essa mesma pessoa em um tosco boneco antropomórfico só parecido com os que Pablo Picasso pintava. Afinal, falamos de ciência ou de arte? Como pode o teórico e seu computador saber que seu ecossistema mundial não constitui mais que uma mera Guernica politicamente enfocada? Como teria brilhado essa mesma Guernica se Picasso não fosse um comunista fervoroso? Em uma tela, a nuvem simulada por computador pode camuflar-nos seus hexágonos e fazer-nos imaginar suas partículas de água; porém, na realidade, como dizia Calderón, os sonhos...
Para a ONU e para todos os ecologistas ao estilo Sierra Club, Greepeace ou WWF, Cuba é um país comprometido com a ecologia porque seu governo promove a fome e insta sua população humana a abandonar a ilha. Um sistema político como o cubano, insinuam sem pudor, poderia suceder a Gaia à qual aspiram os ecologistas em um mundo sem indústrias e povoado por uns poucos adeptos (líderes) e seus cegos seguidores (sua classe escravizada). Isto não lhes recorda algo? A mim me lembra Hitler e as teorias desenvolvidas na Alemanha, graças à lei suíssa de August Forel. Como convencer estes ecologistas se nem sequer são capazes de imaginar que, acabando-se as sementes da primavera, uma ave como o chochín (ave parecida com o pardal – N. T.) cubano é capaz de se adaptar a essa escassez e comer insetos?
Estes ativistas, se acabam-se as sementes, preferem antes a extinção do chochín do que nutrir estes trogloditas (me refiro ao gênero destas aves, não aos ecologistas) com sementes transgênicas. O caso mais repercutido é o do Zimbabwe, onde milhares de pessoas foram condenadas à epidemia de fome porque o Greenpeace convenceu o ditador Robert Mugabe a não aceitar o milho transgênico que lhe enviavam desde os Estados Unidos. À primeira vista o discurso parece moral, porém se se está familiarizado com o trabalho científico no campo da genética teria que dizer que estes ecologistas são politicamente fascistas. Querem salvar o mundo – dizem –, só que não têm a menor idéia de como tratar o doente. Ignoram que o nível populacional de qualquer espécie aumenta, ou diminui, segundo o ecossistema relaxe ou não seus sistemas naturais de controle.
Em todos os ecossistemas, quer sejam florestas ou cidades, as espécies têm picos reprodutivos altos e baixos segundo dite seu entorno. A imposição de um determinado preço à carne é equivalente à sua disponibilidade. O mesmo experimenta o Gavião de Monte, nos montes das Escaleras de Jaruco. Quanto menos ratos tenha ao redor da palma onde nidifica, mais longe terá de voar e mais trabalhoso lhe resultará conseguir o alimento. Seguramente, este gavião deverá atravessar territórios ocupados por outros gaviões procriando e estes, lhes asseguro, não são nada gentis. Estes caóticos padrões de custo e benefício, além de indiscerníveis, funcionam como leis sócio-biológicas naturais e a natureza não conhece nem ética, nem moralidade.
O caos é um dos princípios autenticamente naturais da biosfera. Caos é vida, é evolução. A depredação é caos e é caos também a sobrevivência. Por que pagar impostos ecológicos após a passagem de um furacão? Por que pagar impostos eco-políticos em detrimento do bem-estar familiar? Por que tenho que sair de minha casa às 5:00 da manhã, passando frio, para tomar um trem a caminho do trabalho, se posso fazer o mesmo percurso comodamente em meu automóvel e em um terço do tempo que me impõe o transporte público? Para quem se fabricam os carros, ou os iates de grande tonelagem? Só para gente como Paul Watson e o Príncipe de Edimburgo? Por que devo fazer esse esforço ecológico se os do Greenpeace dilapidam 6 mil toneladas de diesel para irem se embebedar a bordo do “Artic Sunrise” pelos rios do Brasil?
O objetivo destes eco-políticos é fazer nos sentirmos irresponsáveis. Devemos pagar impostos pela impertinente irresponsabilidade de utilizar combustíveis fósseis. Depois, quando já estivermos fartamente conscientes de nossas culpas, nos farão sentir irresponsáveis por iluminar nossas casas à noite e nos imporão impostos por isso. Assim, consecutivamente, nos criticarão depois por escovarmos os dentes três vezes ao dia, por utilizar sapatos de couro, ou por interromper a vida alheia ao consumir carnes ou frutas. Não só nos convencerão dessa falta de misericórdia e dos massacres animais que temos causado, como nos imporão impostos por emitir CO² ao respirar. Se você acredita que isto é um non sense, espere um pouco e verá o absurdo convertido em leis por decreto. É só uma questão de tempo...
A simulação climática demanda a gritos uma maior informação biológica. O que foi aprendido desde Carolus Linnaeus até a data de hoje nos sugere que, mesmo avançando no conhecimento de maneira exponencial, nos falta mais de um século e meio antes de poder contar com o banco de dados empírico necessário. A biologia é hoje em dia uma ciência adulta, mas não nas ¾ partes do planeta onde recentemente começaram a praticá-la. As bactérias, os vertebrados, os ecossistemas, todos, podem ser vistos como máquinas onde as leis da física e da química têm a última palavra, porém somente se contamos com todas as peças do quebra-cabeças e conhecemos suas interrelações. No momento, apenas temos o desejo e a boa-vontade, porém ir mais além não seria ciência, senão mera advinhação.
Os códigos do DNA e seus 75 milhões de nucleotídeos nos lembram que pretendemos saber mais do clima do que do cérebro que tenta compreendê-lo. Centenas de milhares de aminoácidos formam as proteínas que um vertebrado requer para existir, porém quando menciono essas cordas de aminoácidos a um dos ecologistas do Greenpeace na estação de trens de minha cidade, o jovem se confunde e crê que lhe falo de um instrumento musical. O discurso desses ambientalistas é primitivo, porém foram programados no quartel general de Gland. “Tem que combater Bush, suas propriedades petroleiras, a Exxon e a Mobil”, e o pobre coitado não sabe que o Greenpeace é patrocinado pela Shell, ou que obtêm milhões de dólares da carne de baleias que eles mesmos dizem proteger.
Os verdadeiros cientistas estão dedicados em diminuir o câncer, as enfermidades genéticas ou as infecções virais, e pouco a pouco conseguirão. Os computadores e seus modelos matemáticos são ferramentas necessárias e logo serão imprescindíveis nesses misteres. Porém, antes que o ser humano possa prognosticar algo (biologicamente falando), primeiro deverá entender os mecanismos do desenvolvimento orgânico, suas relações genéticas, o rol dos sinais intercelulares, a forma em que o embrião se encaixa em si mesmo, os mecanismos de divisão celular, a apoptosis e a transcrição (informação intracelular do DNA) genética que determina a diferenciação dos órgãos e dos tecidos.
Qualquer simulação, portanto, sem estas bases biológicas incorporadas a seus algorítmos, apenas representaria um passatempo interessante para os momentos de ócio. Se ao menos se soubesse como sintetizar uma só célula eucariótica, a inferência nas demais seria aceitável. Se as espécies conhecidas fossem integradas a estes modelos, a simulação climática passaria então a ser, em vez de uma arte abstrata (de abstração matemática), uma ferramenta científica de valor limitado. Ao visualizar o clima em uma tela, há que fazê-lo adicionando-lhe a biosfera, pois funciona como um todo. Há que ser honestos e reconhecer que, sejam quem forem as espécies envolvidas, o mundo continua sendo um ecossistema “perfeitamente habitável”, graças ao desenvolvimento da indústria humana. Desde as frias águas da Antártica, até as dunas quentes dos desertos africanos.
Então, antes que vocês se decidam a pagar impostos, ou antes de aderir ao catastrofismo da mudança climática e pagar uma cotização ao Greenpeace ou qualquer dessas organizações eco-terroristas (porque dobram a vontade do vulgo com mentiras e com terror), façam-se as seguintes perguntas: 1. Contamos com os dados necessários para simular um ecossistema florestal com céu límpido e ventos acima dele? 2. Serão válidos esses princípios de simulação, independentemente de nosso cérebro, nosso comportamento e a forma com que percebemos nossos ecossistemas? 3. O ser humano percebe o ambiente do mesmo modo que um aracnídeo o percebe? 4. É o idioma matemático que se ocupa da biologia compatível com aquele que se ocupa da física?
Pague impostos se assim desejar, porém todas as respostas são, no momento, negativas. A ciência demonstra que os alarmes lançados desde a especulação carecem de poder. A pseudo-ciência, levada aos empurrões ao campo da política sempre aponta na direção errada. Em 1970 os ecologistas nos aterrorizavam com o resfriamento global e hoje já ninguém mais se lembra disso. Entre 1970 e 2000, Paul Ehrlich nos prognosticava milhões de mortos por culpa da fome e dos pesticidas, e hoje, graças à genética, os chineses podem semear uma espécie de milho transgênico que suporta o frio em latitudes onde antes não crescia mais que a vegetação rala. Hoje nos assustam com o dióxido de carbono e amanhã o farão com outra coisa. Todo este non sense ambiental, desde a negação dos genes de Fritz Engels, até o consumo elétrico de Al Gore, não são mais que idéias originadas por cérebros que sempre viveram parasitando.
Nota: Este artigo foi recentemente publicado na Revista Hispano Cubana, nº 28, maio-setembro de 2007, págs. 103-112.
Tradução: Graça Salgueiro

sábado, 11 de agosto de 2007

Estudo dirigido de Ecologia

Caros alunos;



Segue um estudo dirigido de ECOLOGIA para Download. Clique no link abaixo


http://download.yousendit.com/DEDFB1170EC86512

ou

http://www.flyupload.com/?fid=5944320
(link para donwload visto no final da página)


Na página que abrir clique em donwload now que aparece ao lado do nome do arquivo.


Bons estudos.


Prof. Augusto César Willer



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Apostilas de ecologia

Caros alunos;

Clique no link abaixo e siga as instruções para realizar o donwload das apostilas de ecologia

http://rapidshare.com/files/47968938/apostilas_de_ecologia_01.rar.html

1º - Vá até o final da página e clique em FREE
2º - Na página que abrir há um texto assim: No premium user. Please enter
Há letras e números que deverão ser digitados no espaço na frente da palavra "here"
3º - clique no donwload ao lado de onde você digitou o código
4º - Salve no seu computador o arquivo compacto em WinRar (se você não tiver este programa, baixe-o em http://baixaki.ig.com.br/download/WinRAR.htm)
5º - Descompacte o arquivo com o programa WinRar
6º - Estude, estude e estude.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

ESTUDO DIRIGIDO – Núcleo, mitose e meiose

Questão 01- A divisão celular envolve várias fases, onde diversas estruturas celulares desempenham funções definidas até a completa separação das células filhas. Considerando que a figura abaixo representa uma dessas fases, responda aos itens a seguir:

a) Como são denominadas as estruturas ou regiões indicadas pelas letras a, b e c?
b) Por que, ao se observar a figura número 1, pode-se afirmar que ela representa uma célula em metáfase?
c) Cite duas diferenças entre os dois tipos de divisão celular, mitose e meiose.


Questão 02- O gráfico representa as mudanças (quantitativas) no conteúdo do DNA nuclear durante eventos envolvendo divisão celular e fecundação em camundongos.



(a) Nos intervalos C-D, L-M e P-Q correspondem, respectivamente, a que fases da mitose ou da meiose?
(b) Qual o objetivo da células em promover a redução de DNA vista entre os intervalos de NOP? (c) Quantas mitoses e meioses são representadas no gráfico acima? Justifique sua resposta com base na variação de DNA ao longo da seqüência de eventos.

Questão 03- Certa espécie animal tem número diplóide de cromossomos igual a 8 (2n=8). Uma célula de um indivíduo dessa espécie encontra-se em divisão e apresenta 4 cromossomos simples sendo puxados para cada pólo. A partir dessa informação, pode-se afirmar que a referida célula se encontra em que tipo de divisão celular? Em que fase?

Questão 04- Os desenhos representam três células em anáfase da divisão celular pertencentes a um organismo cujo número diplóide de cromossomos é igual a 6 (2n=6). As células 1, 2 e 3 encontram-se, respectivamente em que tipo de divisão e fase?


Questão 05- A Mitose e a Meiose são importantes processos biológicos, pois permitem que o número de cromossomos de uma célula permaneça igual, ou seja reduzido, para possibilitar sua restaura-ção numérica após a fecundação. Com relação aos eventos e aos resultados destes dois processos, é CORRETO afirmar que: (Some os itens corretos para a resposta final)

01. ao contrário da Mitose, que ocorre em todas as células, a Meiose restringe-se àquelas da linha germinativa, que produzirão gametas.

02. nos dois processos, ocorre a compactação da cromatina, fenômeno este que, além de facilitar a divisão correta dos cromossomos, impede que o material genético seja ataca-do por enzimas, presentes no citoplasma, que destroem o DNA.

04. a Mitose é o sistema de reprodução dos organismos nos quais não existe a presen-ça de sexo nem a formação de células ger-minativas.

08. na Meiose, existe a possibilidade de ocorrer o fenômeno de recombinação, que é a troca de segmentos entre quaisquer dois cromos-somos, gerando, com isso, alta variabilidade genética para os indivíduos envolvidos.

16. se considerarmos, em uma mesma espécie, duas células-filhas, uma originada por Mito-se e a outra por Meiose, a primeira conterá metade do número de cromossomos e o dobro da quantidade de DNA da segunda.

32. uma mutação que ocorra em uma das cro-mátides de uma célula somática será trans-mitida a todas as suas células-filhas, atra-vés da divisão mitótica.

64. a Meiose compreende duas etapas de divi-são cromossômica, sendo que, após a pri-meira, o número de cromossomos das célu-las-filhas é metade do das células-mães.



Questão 06- A mitose e a meiose são dois tipos de divisão celular. Com relação a esses processos, assinale a(s) proposição(ões) VERDADEIRA(S). (Some os itens corretos para a resposta final)


1.A mitose é uma divisão do tipo equacional.

2.A meiose ocorre em quatro etapas sucessivas.

4.A meiose ocorre na linhagem germinativa, quando da produção dos gametas.

8.A mitose ocorre nas células somáticas.

16.O número de cromossomos das células resultan-tes de ambos os processos é igual ao das células que lhes deram origem, porém somente as célu-las que sofreram meiose podem apresentar recombinação genética.

32.Ambos os processos ocorrem em todos os seres.

64.Em alguns organismos a mitose é utilizada como forma de reprodução.



Questão 07- De que maneira a meiose pode contribuir para a diversidade genética dos organismos? Organismos que se dividem por mitose e outros por meiose possuem o mesmo nível de diversidade genética? Discorra sobre sua resposta.


Questão 08- O que é diferenciação celular? Como ocorre? Quais as principais modificações que ocorrem durante a diferenciação celular? Que fatores influenciam a diferenciação celular?


Questão 09- Como é possível a existência de vários tipos celulares diferentes em um organismo multicelular, sabendo-se que todas as células originaram-se da célula ovo (zigoto), ou seja todas têm o mesmo DNA?

Questão 10- Em organismos de reprodução sexuada ocorrem em geral dois tipos de divisão celular: a mitose e a meiose. Considerando estes dois tipos de divisão, responda aos itens a seguir:

a) Em que fase da mitose ocorre a separação das cromátides irmãs?]

b) Na espécie humana quantos cromossomos recebem cada célula no final da mitose?

c) Qual é o principal objetivo da divisão meiótica?

d) Em qual órgão masculino ocorrem as divisões meióticas?

e) Qual é a importância do crossing-over na prófase I da meiose?


Questão11- (Cesgranrio-RJ) Sobre o esquema do ciclo celular representado abaixo são feitas 3 afirmativas:


I. A duplicação do ADN acontece no período S.
II. A síntese de proteínas é mais intensa durante
a mitose.
III. As células resultantes da mitose diferem da
célula-mãe, devido ao fenômeno do crossingover.


Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
a) apenas I.
b) apenas II.
c) apenas I e III.
d) apenas II e III.
e) I, II e III.

Questão12- (UFPA) O gráfico abaixo ilustra a evolução do teor de DNA no núcleo de uma célula, ao longo do ciclo celular. Pode-se concluir que:
a) durante os períodos G1 e G2 a célula possui a mesma quantidade de DNA.
b) o teor de DNA durante a intérfase assume níveis quantitativamente diferentes.
c) durante a divisão celular os níveis de DNA mantêm-se constantes.
d) nos estágios finais da intérfase e da divisão a célula apresenta o mesmo teor de DNA.
e) no período G2, além da duplicação do DNA, também são sintetizadas algumas proteínas.

Questão 13- (Fuvest-SP) Uma célula somática que tem quatro cromossomos, ao se dividir,
apresenta na metáfase:
a) quatro cromossomos distintos, cada um com uma cromátide.
b) quatro cromossomos distintos, cada um com duas cromátides.
c) quatro cromossomos pareados dois a dois, cada um com duas cromátides.
d) quatro cromossomos pareados dois a dois, cada um com uma cromátide.
e) dois cromossomos, cada um com duas cromátides.


Questão 14- (Cesgranrio-RJ) A figura abaixo é característica da meiose porque só nesse tipo de divisão celular acontece: a) separação dos centríolos.
b) formação do fuso acromático.
c) menutenção da carioteca.
d) pareamento dos cromossomos homólogos.
e) duplicação das cromátides.

Questão 15- (UNEB-BA) Considerando-se dois cromossomos homólogos durante uma determinada fase da meiose, a afirmação que melhor caracteriza a ilustração abaixo é:
a) ainda não se iniciou o pareamento entro os dois homólogos.
b) logo após essa fase ocorrerá replicação de DNA.
c) ainda não ocorreu a formação de cromátidesirmãs.
d) cromátides não irmãs estão formando um quiasma.
e) permutações ainda não são evidentes.


Questão 16- Criadores e sitiantes sabem que a mula (exemplar fêmea) e o burro (exemplar macho) são híbridos estéreis que apresentam grande força e resistência. São o produto do acasalamento do jumento (Equus asinus, 2n = 62 cromossomos) com a égua (Equus caballus, 2n = 64 cromossomos).

a) Quantos cromossomos têm o burro ou a mula? Justifique sua resposta.
b) Considerando os eventos da meiose I para a produção de gametas, explique por que o burro e a mula são estéreis.

Questão 17 - Descreva as principais funções da mitose e meiose nos seres vivos.


Questão 18- A fenômenos meióticos essenciais para a manutenção dos padrões quantitativos (número cromossomal) ao longo das gerações além do incremento da variabilidade genética. Quais são os fenômenos meióticos relacionados aos fatores acima mencionados e como estes ocorrem neste tipo de divisão celular?

Questão 19- Esta questão é composta por 4 trechos retirados de um mesmo texto chamado “Um pouco mais sobre a mitose”.
Leia-os atentamente e responda as questões que se seguem.

A- “ A Biologia celular caminhou muito nas últimas décadas; ainda restam, no entanto, várias perguntas sem resposta, que tem intrigado os especialistas. Por exemplo, o papel dos centríolos na mitose ainda não está totalmente esclarecido. Quando existem centríolos, como é o caso das células animais, parece haver relação entre seu afastamento para os pólos opostos e o aparecimento de fibras do fuso; afinal, centríolos, ásteres e fibras do fuso são compostos por microtúbulos. O dado intrigante é o fato de células vegetais não terem centríolos e, ainda assim, formarem fibras do fuso. Isso mostra que a verdadeira relação entre centríolos e a formação do fuso ainda não está suficientemente clara.”

a.1- A que fase da mitose refere-se o trecho acima?
a .2- Como podemos, baseados nas diferença entre células animal e vegetal citadas no texto acima, classificar a mitose que ocorre nestes dois tipos celulares?
a.3- Retire do texto os componentes do aparelho mitótico e explique a sua importância para o processo da divisão.


B- “Na região do centrômero, existe uma estrutura protéica que liga cada cromossomo a uma fibra do fuso. Sabe-se também que o encurtamento das fibras ocorre através de um processo chamado despolimerização, em que a fibra vai perdendo moléculas e diminui de tamanho.”

b.1- A que fase da mitose refere-se o texto acima?

b.2- Qual a conseqüência do processo de despolimerização relatado no texto?


C- “Existe uma substância chamada colchicina, que impede a formação do fuso. A mitose de células tratadas com essa substância é interrompida. Com isso acaba-se formando uma nova carioteca, as cromátides-irmãs se separam e a célula fica com o dobro de cromossomos que tinha inicialmente.”

c.1- Em que fase a mitose é interrompida quando a célula é tratada com a substância citada?

c.2- Com que finalidade esta interrupção é provocada em laboratório? Justifique.

c.3- Considerando que a célula citada no texto seja diplóide (2n), com quantos genomas ela ficará com a interrupção da sua divisão?


D- “Com relação à citocinese, descobriu-se que o citoesqueleto tem importante participação. Durante este processo, aparece um anel contrátil de filamentos de actina na região mediana da célula, entre os dois núcleos em formação. Esse anel fica ligado à membrana plasmática, do lado de dentro da célula, e sua contração faz com que haja “estrangulamento” do citoplasma, separando por fim as células-filhas.”

d.1- A que fase da mitose refere-se o texto acima?
d.2- A citocinese descrita é animal ou vegetal? Justifique.


Questão 20- Cromossomo e cromatina são dois estados morfológicos diferentes das moléculas de DNA. Em que momento ou momentos do ciclo celular encontramos cada um destes estados morfológicos e qual a importância de cada um deles?


Questão 21- “A intérfase já foi considerada um período de repouso celular. No entanto, isso não é considerado correto.” Justifique a afirmativa acima citando pelo menos 2 atividades que ocorrem durante este período relacionados a divisão celular.


Questão 22- Os cariótipos abaixo são de indivíduos de sexos opostos de uma dada espécie. Responda:


(a) Esta é uma espécie diplóide? Justifique.
(b) Qual o número de distintos cromossomos desta espécie?
(c) Esta espécie apresenta cromossomos sexuais? Em caso positivo, indique qual o X e qual o Y.
(d) O que existe em um cromossomo eucariótico? Qual a função de cada componente?
(e) Classifique cada distinto cromossomo da espécie quanto à posição do centrômero.
Questão 23- Qual o resultado da mitose em uma célula de eucarionte e qual a importância desse mecanismo celular?
Questão 24- Qual o resultado da meiose em uma célula germinativa de eucarionte diplóide e qual a importância desse mecanismo celular?
Questão 25- Explique porque todas as células do seu corpo, com algumas exceções, têm o mesmo número de cromossomos e os mesmos genes.
Questão 26- Explique por que o número de cromossomos das espécies diplóides de reprodução sexuada se mantém constante.
Questão 27- Em relação à nossa espécie, quantos cromossomos e quantas cromátides devem existir
(a) numa célula em intérfase (fase G1)?
(b) numa célula em prófase?
(c) num espermatócito secundário em prófase II?
(d) num óvulo?

Gabaritos de Ecologia - Capítulos 57 a 61 (livro texto)


Caríssimos alunos;



Segue a vocês os gabaritos dos capítulos 57 a 61 de vosso livro texto de biologia. Bons estudos e sucesso!!!



Prof. Augusto César







Capítulo 57
1. b
2. b
3. b
4. c
5. b
6. a. Não. Afirmar que a falta de luz provoca cegueira nos peixes de cavernas seria admitir o papel do .uso e desuso. Na evolução das espécies, o que constitui uma explicação lamarckista. O ambiente, na verdade, age na evolução como um fator de seleção dos caracteres mais adaptados.
b. Pernas e antenas desenvolvidas, revestidas de cerdas, possibilitam a esses animais melhor percepção sensorial do ambiente à sua volta.
c. Crustáceos ® Peixes ® Sanguessugas
7. c
8. 1-V, 2-V, 3-E, 4-E
9. a
10. d
11. c
12. e
13. c

14. 1-V, 2-F, 3-F, 4-F
15. e
16. 1-V, 2-F, 3-V, 4-V
17. b
18. 1-E, 2-C, 3-C, 4-E
19. a. A espécie B. A elevação em 3°C na temperatura favoreceria o aumento do metabolismo fotossintético dessas plantas.
b. Porque esse gás é utilizado na fotossíntese realizada pelos vegetais.
c. Porque a água é fundamental para a realização da fotossíntese.
20. Corretas: 01, 04, 08, 16; portanto, soma = 29.
21. Corretas: 1 (I)
Incorretas: 0 (II), 2 (II), 3 (II), 4 (II)
22. b
23. a
24. b
25. b
26. a. A maior produtividade de grãos ocorreria na área anteriormente intacta. Isso porque a disponibilidade de nutrientes no solo seria maior.
b. O elemento é o nitrogênio. O nitrogênio é constituinte de moléculas orgânicas como aminoácidos, proteínas, ácidos nucléicos, ATP e hormônios.

Capítulo 58
1. b
2. c
3. e
4. c
5. d
6. 0-0 F, 1-1 V, 2-2 V, 3-3 F, 4-4 F
7. a. Podem ser citadas: disponibilidade de alimento e de espaço; ausência de parasitas.
b. A curva I.
c. O padrão II, revelador de bom padrão de crescimento em diferentes densidades, até ser atingido o limite.
8. a. O elevado número de predadores nesses três pontos é função da excelente disponibilidade de alimentos, representados pelas presas (herbívoros).
b. A população de herbívoros aumentaria explosivamente em função da inexistência de inimigos naturais. Isso acarretaria, posteriormente, vários danos ambientais e posterior declínio dos herbívoros.
9. c

Capítulo 59
1. 0-0 V, 1-1 V, 2-2 F, 3-3 V, 4-4 F
2. e
3. Corretas: 04, 08, 16, 32; portanto, soma = 60
4. d
5. e
6. e
7. e
8. b
9. c
10. Corretas: 1, 2
11. a. A curva A representa a diversidade de espécies, que aumenta ao longo do processo de sucessão ecológica. A curva B representa a relação P/B, que diminui ao longo do processo de sucessão ecológica.
b. A sucessão ecológica secundária após a ocorrência de queimadas em uma mata.

Capítulo 60

1. b
2. b
3. 0-0 V, 1-1 V, 2-2 F, 3-3 V, 4-4 F
4. e
5. Corretas: 01, 02, 16, 32; portanto, soma = 51
6. 0-V, 1-F, 2-V, 3-F, 4-V
7. Corretas: 02, 04; portanto, soma = 6
8. c
9.

Capítulo 61
1. a
2. e
3. b
4. d
5. d
6. e
7. 1-C, 2-E, 3-C, 4-E
8. a-C, b-C, c-C, d-E
9. e

domingo, 29 de julho de 2007

Dinossauro não oprimia mamífero, diz estudo


29/03/2007 - 12h31
Folha de S.Paulo
Muita gente já ouviu essa história: o impacto de asteróides que eliminou os dinossauros há 65 milhões de anos permitiu que os mamíferos --até então animais pequenos, "oprimidos" pelos grandes répteis-- pudessem se diversificar e se espalhar pelo mundo. Seria mesmo uma bela história. Se fosse verdade.Mas um estudo publicado hoje sugere que a tal opressão ecológica dos dinossauros sobre os mamíferos simplesmente não existiu. A classe de animais peludos e de sangue quente à qual pertencem os seres humanos experimentou uma grande explosão evolutiva não há 65 milhões, mas há 93 milhões de anos. Naquela época, dinossauros reinavam absolutos sobre a Terra. E, ainda assim, houve espaço para os mamíferos se diversificarem.O estudo sai hoje na revista "Nature", desafiando a noção de que mamíferos se aproveitaram dos nichos ecológicos deixados vagos pelos dinos após a megaextinção, numa bomba evolutiva de "pavio curto". Os dados indicam que a explosão que daria origem aos ancestrais das 4.554 espécies conhecidas de mamíferos modernos aconteceu, numa bomba de "pavio longo", com duas grandes detonações. A primeira há 93 milhões de anos, a última há cerca de 50 milhões de anos.A nova hipótese pode exigir uma revisão nos livros didáticos. "Isso é ciência de verdade. A argumentação é sólida, os dados são sólidos", disse o paleontólogo Reinaldo José Bertini, da Unesp de Rio Claro. "Todo mundo tinha esse faro, mas ninguém tinha evidências ainda porque os fósseis daquele período são muito raros."Os próprios autores do estudo dizem não ver "nenhum conflito" com os dados existentes. "A explosão de 65 milhões de anos atrás aconteceu, mas não entre os grupos de mamíferos nos quais a maioria das pessoas pensa", afirma o canadense Olaf Bininda-Emonds, da Universidade de Jena, Alemanha, autor principal do estudo.Os mamíferos que se aproveitaram do fim dos dinos foram todos grupos que hoje estão extintos, como os chamados multituberculados, animais parecidos com roedores e de dentes esquisitos.O trabalho de Bininda e seus colegas reabilita os mamíferos do Cretáceo (último período da era dos dinossauros), que costumam ser pintados em livros e documentários de TV como bichos minúsculos e tímidos, todos parecidos com um rato.Indícios de que essa imagem era falsa têm surgido aqui e ali. Em 2005, por exemplo, chineses apresentaram fósseis de um mamífero do Cretáceo que devorava dinossauros, o Repenomamus. Estudos de DNA também apontam para uma origem muito antiga dos placentários, divisão à qual pertence a maioria dos mamíferos modernos."Mas muitos paleontólogos são céticos sobre isso", por falta de evidência fóssil direta, diz Bininda. Seu estudo diz que a primeira diversificação de placentários foi entre 93 milhões e 85 milhões de anos atrás.Mas, se a tese da liberação ecológica pela extinção dos dinos não causou os surtos de diversificação dos mamíferos, o que o fez? "Ambas as radiações coincidem com episódios de mudança climática mas, ao mesmo tempo em que é tentador inferir daí uma causa direta, não há nenhuma evidência material disso por enquanto."

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Maior parte de DNA humano é lixo, mas tem utilidade para pesquisa, diz estudo

Madri, 12 jul (EFE).- Ao todo, 95% do DNA humano é "lixo", porque não codifica genes e são, em sua maior parte, repetições dos fragmentos importantes do genoma, apesar de terem utilidade para pesquisas, segundo um estudo que será publicado amanhã pela revista "Science".
Os autores da pesquisa acreditam que é preciso decifrar essa parte do genoma, apesar de ele ter sido considerado até agora "indecifrável" do ponto de vista da ciência.
O estudo afirma que uma seqüência desta parte de DNA é crucial para o funcionamento do gene do hormônio do crescimento, a partir de uma experiência com ratos.
A equipe de cientistas analisou uma seqüência "intergênica", a Sineb2, que aparece repetidamente no DNA de grande número de mamíferos e, em menor medida, especificamente no ser humano.
Segundo as conclusões do estudo, a ativação da seqüência, que já tinha sido relacionada com a resposta ao estresse celular e às infecções virais, determina a expressão do gene do hormônio do crescimento, cujo déficit leva ao nanismo (deficiência no crescimento).
Os pesquisadores demonstraram que determinadas alterações da Sineb2, adjacente ao hormônio do crescimento do rato, provocam a perda de expressão deste gene. Ele está envolvido no crescimento das células, na mitose (processo de multiplicação das células), no envelhecimento e na longevidade do ser humano.
A relevância das descobertas está em que a alteração da Sineb2, que se localiza em regiões muito afastadas do corpo do gene do crescimento, provoca o mesmo efeito que a mutação direta na área codificante do própria hormônio. O resultado é que, em ambos os casos, perde-se a expressão do gene.
Normalmente, as doenças associadas à função anômala de um gene têm como causa, justamente, sua alteração. No entanto, é comum que pacientes tenham sintomas de que a função desse gene está modificada sem que seja observada uma mutação no mesmo.
Em muitos destes casos, segundo o estudo, a explicação está em áreas reguladoras do genoma intergênico, inclusive em áreas afastadas do próprio gene.
O DNA intergênico é uma área de difícil análise, devido à abundância de seqüências repetidas. Nele, porém, parecem estar as respostas que permitem explicar por que os genes são ativados em determinados momentos do desenvolvimento, ou por que o fazem em umas células e não em outras.
A pesquisa foi dirigida por Victoria Lunyak, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e contou com a colaboração do espanhol Lluis Montoliu e de outros dois membros de sua equipe, Rosa Roy e Ángel García. EFE

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Textos - As últimas descobertas sobre o Câncer.

Caros alunos;

Segue uma seleção sobre as últimas descobertas sobre este conjunto de doenças denominadas de câncer ou tumores malignos. Como vimos em sala de aula, o câncer decorre de mitoses descontroladas ocasionadas por mutações em genes que estimulam a divisão celular (oncogenes) ou genes que inibem a mitose (anti-oncogenes). Boa leitura e que a força esteja com vocês.

Professor Augusto César


Falha na 'memória' da célula pode provocar câncer, diz estudo - Publicado em 16/05/207 na Medical congressement Babraham institute)

Perturbação da memória da célula pode levar a divisão anormal, acreditam os pesquisadores.




Uma família de enzimas pode provocar o câncer ao sabotar a memória das células, sugere pesquisa feita pela Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha e pelo Instituto Babraham, na cidade britânica de Cambridge.
Cada vez que uma célula se divide, ela tem que “lembrar” quais de seus genes têm que ser ativados ou desativados.
Se essa "memória" é prejudicada, o desenvolvimento das células é perturbado e pode se formar um câncer.
O estudo científico mostrou que determinadas enzimas podem alterar essa memória genética.
Evidências dessa interferência foram encontradas em grande proporção de tumores.
Os pesquisadores descobriram que uma enzima envolvida na formação do sistema imunológico conhecida como AID também pode alterar o processo pelo qual genes são desligados por uma mudança na estrutura de seus componentes.
"Quando a enzima AID age de uma maneira descontrolada sobre um gene-chave, este gene vai ser ativado no lugar errado ou na hora errada", disse o pesquisador Svend Petersen-Mahrt.
"Isto poderia interferir no controle costumeiro do comportamento das células, levando ao desenvolvimento de características cancerosas como crescimento descontrolado."
O estudo foi ainda o primeiro a encontrar AID em células-tronco, sugerindo que a enzima desempenha um papel nos estágios primordiais de seu desenvolvimento.


Cientistas localizam gene para risco de câncer no intestino (publicado em 09/07/2007- Medical Britanic Jornal e Nature Genetics)

Pesquisadores esperam poder criar teste para prever doença



Cientistas britânicos identificaram um gene que, segundo eles, aumenta o risco da incidência de câncer no intestino em 20%.
Pesquisadores de Londres e de Edimburgo (na Escócia) localizaram o gene depois de analisar o DNA de mais de 30 mil pessoas - a metade sofria da doença.
Em artigo publicado na revista científica Nature Genetics, eles estimam que metade da população é portadora do gene defeituoso que é associado a um em cada dez casos de câncer do intestino.
Mas o risco elevado ainda é considerado pequeno demais para um teste genético.
No futuro, com a identificação de mais genes associados ao distúrbio, pode ser possível formular um teste para uma combinação de genes que identifiquem as pessoas mais expostas ao risco, melhorando prevenção e diagnóstico, dizem os pesquisadores.
Já se sabe que vários genes contribuem para o risco de câncer no intestino, mas eles são extremamente raros entre a população - causando menos de 5% dos casos de câncer no intestino a cada ano.

Análise de DNA


Malcolm Dunlop, da Universidade de Edimburgo e da Unidade de Genética Humana do Conselho para Pesquisa Médica, comparou o DNA de cerca de 8 mil pacientes com câncer no intestino da América do Norte, França e Escócia, ao DNA de cerca de 8 mil pessoas saudáveis.
Ao realizar uma análise de todo o genoma, a equipe localizou o gene que é defeituoso com mais freqüência entre pacientes com câncer no intestino do que em pessoas não portadoras da doença.
Um segundo estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer e do instituto de pesquisa de Londres da organização Cancer Research UK identificou o mesmo gene defeituoso depois de analisar o DNA de um número semelhante de pacientes e de pessoas saudáveis na Inglaterra.
Os cientistas descobriram recentemente que homens com a mesma característica genética têm um risco maior de desenvolver câncer de próstata.
"Estamos realizando uma análise ainda mais refinada do genoma para descobrir ainda mais genes ligados ao risco de câncer no intestino", disse Dunlop.
Segundo ele, ao identificar essas variações genéticas, os pesquisadores estarão mais capacitados para entender como essas mudanças podem levar ao câncer.
Ian Tomlinson, que chefiou o segundo estudo, disse que "este é um primeiro passo importante, mas nós ainda temos um longo caminho a percorrer até termos um quadro completo de todos os genes envolvidos na transmissão do risco de câncer no intestino".
Tomlinson acredita que no futuro poderá ser possível para os cientistas formularem tratamentos para impedir que pessoas com maior risco de câncer no intestino desenvolvam a doença.
A Cancer Research UK está lançando estudos semelhantes de genoma para câncer no pulmão e no ovário, e cientistas esperam descobrir mais sobre os genes ligados a estes tipos de câncer.
Harpal Kumar, diretor-executivo da Cancer Research UK, disse que esperar que "no futuro estudos como este com vários tipos de câncer ajudem as pessoas com risco elevado do desenvolvimento da doença através de programas de análise do DNA e de tratamento".

Estudo descobre cem novos genes que causam câncer (PUBLICAÇÃO NATURE PERIODIC 14/06/207)



O Instituto Sanger decodificou cerca de um terço do genoma humano.


Cientistas da do Projeto de Genoma do Câncer no Instituto Sanger, em Cambridge, na Grã-Bretanha, descobriram mais de cem novos genes que podem causar câncer se sofrerem mutações.
Este número de genes mutados é maior do que os pesquisadores acreditavam existir. Eles examinaram mais de 500 genes humanos e 200 tipos de câncer neste trabalho científico, que faz parte da maior pesquisa do genoma humano já feita.
A pesquisa, publicada na revista Nature, indica que especialistas em câncer enfrentarão um grande desafio para distinguir entre as mutações que causam câncer e as que não causam.
Os especialistas do Instituto Sanger se concentraram nos genes que incluem a proteína quinase – moléculas que atuam como "alavancas" dentro das células, controlando ações como a divisão celular.
Com mutações, este processo pode ser modificado, levando à divisão descontrolada de células que caracteriza o câncer.
Braf
Um exemplo é o gene Braf, que apresenta mutação em mais de 60% dos casos do câncer de pele do tipo melanoma maligno.
Mas descobriu-se que a maioria das mutações são inofensivas, e consideradas "passageiras" pelos cientistas.
A equipe de Sanger também constatou que o tipo de mutação varia muito entre os diversos tipos de câncer - e que alguns dos processos que os geram são ativados décadas antes do desenvolvimento do câncer.
A mais recente análise foi possível graças ao trabalho do Instituto Sanger na decodificação de cerca de um terço do genoma humano.
Francis Collins, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano nos Estados Unidos, disse que os importantes dados sobre proteína quinase neste trabalho reforçam "a conclusão de que um ataque total no genoma do câncer vai resultar em muitas oportunidades para revolucionar diagnóstico e tratamento".


Calor pode ajudar no combate ao câncer - Publicado em 26/07/2007 na American Physiologist Association

O ciclista Lance Armstrong, que venceu um câncer de testículo




Cientistas da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, acreditam poder usar nanotecnologia e doses de calor para tratar células com câncer.
O tratamento vem sendo testado por pesquisadores que relacionaram altas temperaturas com a resistência de células afetadas por câncer de testículos.
A temperatura nos testículos é levemente mais baixa que os 37º C do resto do corpo. Por isso, quando essas células se espalham para além dos testículos, elas se mostram supersensíveis ao calor, e são mais facilmente tratadas por cromoterapia e radioterapia, disseram os cientistas.
Em artigo na revista da Associação Médica Americana, eles batizaram este comportamento de “efeito Lance Armstrong”, em referência ao ciclista que conseguiu se curar de um câncer desse tipo.
Como Armstrong, outros homens que sofrem da mesma doença são capazes de vencê-la, apesar das contrariedades.
Os cientistas querem aplicar a terapia com calor em outros tipos de câncer.
Nanotecnologia
Segundo o coordenador da pesquisa na John Hopings Medical School, Robert Getzenberger, o calor, ou hipertermia, é uma maneira conhecida de tratar o câncer. O problema é que as aplicações têm de ser direcionadas para células específicas do corpo humano.
Os pesquisadores crêem ter encontrado as respostas no campo da nanotecnologia, a tecnologia aplicada a escala muito pequenas.
A idéia é desenvolver partículas de ferro microscópicas – “nanopartículas” – que possam ser atraídas por características específicas encontradas na superfície da célula.
Uma vez “anexadas”, elas podem ser aquecidas, enfraquecendo as células cancerosas e tornando-as mais suscetíveis à cromoterapia ou radioterapia.
As células saudáveis não seriam afetadas.
Getzenberger afirmou que a técnica está sendo testada em animais com câncer de próstata.
O diretor de informação do câncer da organização britânica Câncer Research, Ed Yong, disse que o tratamento será “bem-vindo” se for bem sucedido.
“Para ser eficiente, o calor deve ser direcionado apenas para células cancerígenas, e a nanotecnologia pode ser uma forma de fazer isto”, ele disse.
“Este é um campo da ciência muito excitante, que pode ter um papel importante na detecção e tratamento de células com câncer.”



Útero: Vacina evita 75% das mortes por câncer - Publicado em 14/09/2006 no Conferência Internacional do Papilomavírus

As vacinas impedem a contaminação por HPV
Uma nova vacina desenvolvida para prevenir o câncer de colo do útero poderia evitar 75% das mortes causadas pela doença se fosse oferecida a todas as meninas com 12 anos de idade, segundo um estudo do laboratório GlaxoSmithKline.
A vacina Cervarix atua evitando a infecção pelos tipos mais comuns do vírus papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês), a maior causa deste tipo de câncer.
As conclusões da pesquisa sobre a vacina foram apresentadas na Conferência Internacional do Papilomavírus, juntamente com um estudo sobre a vacina Gardasil, do laboratório rival Sanofi Pasteur.
A Gardasil está próxima de conseguir uma licença para ser administrada na Europa, enquanto a Cervarix ainda está em fase de estudos e deve levar pelo menos um ano para ser aprovada.
"A vacinação contra o HPV é muito promissora em termos de uma redução no número de casos de câncer de colo do útero e na prevenção de mortes", disse a médica Anne Szarewski, da ONG Cancer Research UK.
Brasil
A infecção pelo HPV é a doença sexualmente transmissível mais freqüente na população feminina brasileira.
Calcula-se que, no país, algo entre 10 e 40% das mulheres sexualmente ativas sofram desta infecção.
Apesar de menos de 1% das infectadas desenvolverem efetivamente o câncer de colo uterino, a doença representa no Brasil a terceira causa mais freqüente de câncer entre as mulheres, atrás apenas do de pele não-melanoma e do de mama.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer, as estimativas da incidência de câncer no Brasil para 2006 apontam a ocorrência de 19.260 novos casos de câncer do colo do útero.
O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer afirma que o Brasil é um dos cinco países mais atingidos pelo vírus e alerta que a detecção do HPV e das lesões pré-malignas é tardia no país, já que grande parte das brasileiras não tem acesso aos exames ginecológicos periódicos.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Pesquisas com Células-Tronco: Opiniões contra

Embrião – Frágil humano a ser protegido

Os pesquisadores da área de saúde devem ter como foco a solução das doenças que acometem as pessoas, o que justifica o desenvolvimento de pesquisas que empreguem células tronco.
O desejo de curar as doenças, e a carga emocional que essa postura carrega não justificam, contudo, atitudes precipitadas ou impensadas. Um dos pontos que se coloca é o uso de zigotos/embriões humanos como fonte das células tronco, que suscita duas perguntas: Os zigotos/embriões são a única fonte possível dessas células? Qual o estatuto dos zigotos/embriões humanos?
À primeira pergunta, muitos cientistas respondem NÃO. Afirmam que, com células tronco retiradas de tecidos de indivíduos adultos, é possível obter sucesso terapêutico.Quanto à segunda pergunta, o dado incontestável da genética é que, desde o momento da fecundação, ou seja, da penetração do espermatozóide no óvulo, os dois gametas dos genitores formam nova entidade biológica, o zigoto, que carrega em si um novo projeto-programa individualizado, uma nova vida individual. A construção de uma casa requer o envolvimento do arquiteto que faz o desenho, do empreiteiro que administra a construção, dos pedreiros que executam a obra e do material necessário. No zigoto, essas diferentes funções (o desenho, a coordenação, a construção e o material de construção) se encontram e se ativam por dentro; ele é o arquiteto, o empreiteiro, o pedreiro e o próprio material.
Não se trata, então, de um simples amontoado de células.Aceitando que isso é um dado científico, e não uma opinião, entendemos que o zigoto/embrião precisa ser tutelado.
Se o cientista deve trabalhar pelo bem de todos, e se a dignidade da vida humana deve ser respeitada qualquer que seja a situação em que se encontre - zigoto, embrião, feto, criança, adulto, idoso: sadios ou doentes -, não se aceita eticamente o sacrifício de "alguns" pelo bem de "outros".
Dalton Luiz de Paula RamosProfessor Associado da Universidade de São Paulo




Algumas reflexões sobre células-tronco.


Ao começar a refletir sobre estes temas tão polêmicos, gostaria de afirmar que a Igreja defende a pesquisa científica, sobretudo quando se pensa que essa pesquisa pode nos levar à cura das doenças que afligem a humanidade.
O que a Igreja quer frisar é que a ciência também tem de respeitar os direitos do homem. Não se trata, aqui, de defender a vida a partir de argumentos de fé. Trata-se de usar a razão para defender o valor absoluto de cada pessoa humana.
Quando a pesquisa científica diz respeito à vida humana, os limites devem ser definidos de maneira muito clara, para evitar que se manipule a vida de um ser humano desprotegido em favor de outro ser humano mais favorecido.
Não devemos ter medo de pôr limites à ciência. Devemos ter medo, sim, de uma ciência que, sem reconhecer limites éticos, acaba pondo em risco a vida humana com os desequilíbrios que provoca no sistema ecológico, nos relacionamentos entre ricos e pobres, e com sua participação na produção de armas.
Voltando ao problema da pesquisa com células-tronco, é evidente que essa pesquisa representa uma grande possibilidade para o desenvolvimento da ciência médica. Uma coisa que não se comenta é que todos os tecidos do corpo humano produzem células-tronco. Os especialistas em medicina celular sabem que pesquisas com células-tronco de tecidos adultos já deram resultados muito melhores, porque menos sujeitos a produzirem tumores.
Seja como for, por que a Igreja é contrária à utilização de células embrionárias? Porque o embrião é um ser humano em sentido pleno. Não se pode usar a vida de um homem para tratar a vida de um outro. Qualquer ser humano, rico ou pobre, jovem ou velho, de qualquer raça, tem um valor absoluto.
O problema, então, é reconhecer que o embrião já é um ser humano.Quem define quando é que a vida começa? Pela própria ciência se pode chegar a uma conclusão clara: quando o espermatozóide se une ao óvulo, nasce o embrião em sua primeira fase. O embrião, nesse momento, já está completo. Contém em si todas as informações necessárias ao novo ser humano. O que falta é apenas o tempo e a alimentação da vida para que chegue a seu pleno desenvolvimento.
Mais uma vez, quero frisar que não estou usando argumentos "religiosos" ou de fé para chegar a essa conclusão: é só olhar para o estágio de desenvolvimento da própria pesquisa científica. Poderíamos nos perguntar por que muitos cientistas reconhecem esse fato, ao passo que outros tantos não o reconhecem.
O ponto em questão é aquele pelo qual iniciei esta minha reflexão: deve a ciência respeitar limites éticos ou o que se deve é defender seu progresso a qualquer custo? Como estabelecido na Declaração de Helsinque, é a ciência que está em função do ser humano, de cada homem, de cada mulher e não o ser humano que está em função da Ciência.
A mídia tem explorado os testemunhos de portadores de doenças crônicas para as quais ainda não existem tratamentos que, justa e honestamente, buscam a cura para seus males. Esses testemunhos muitas vezes visam sensibilizar a opinião pública no sentido de se obter a rápida aprovação de leis que autorizem os cientistas a utilizarem embriões humanos como se isso pudesse "apressar" os resultados desses trabalhos de pesquisa, o que não é verdade porque as pesquisas com células-tronco retiradas de outros tecidos humanos (placenta, medula, entre outros) continuam se desenvolvendo a passos largos, no sentido de se alcançar os benefícios para a saúde de todos, o que é também o anseio da Igreja.
O que fazer com as pessoas doentes que poderiam esperar ser curadas a partir do uso da vida de embriões humanos? É preciso cuidar delas. Tenho certeza de que ninguém quer salvar sua vida à custa da vida de outro homem inocente.
São Paulo 01.07.04Pe. Vando Valentini Coordenador do Núcleo Fé e Cultura da PUC/SP





O INÍCIO DA VIDA HUMANA: UMA ABORDAGEM ÉTICA E JURÍDICA DA UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS


Introdução
Os autores com o pôsterno Congresso Estadualde Bioética


As técnicas científicas capazes de manipular a vida humana, de concebê-la in vitro, ou desenvolvê-la pela técnica da clonagem, leva-nos a uma reflexão sobre o que é ser pessoa ou simplesmente, ser humano. Questionamentos éticos e jurídicos ressuscitaram antigas discussões acerca da disposição da vida humana e prometem, neste século, revolucionar antigos conceitos e paradigmas ideológicos acerca do homem e sua natureza. A Bioética, ramo multidisciplinar do conhecimento, responsável pela avaliação das aplicações éticas e morais acerca das ciências da vida, atualmente tem se dedicado à fundamentação da gênese do ser humano ou da pessoa, buscando identificar meios de intervenção nas pesquisas científicas quando consideradas impactantes na vida do homem.
Desse modo, pretendemos trazer à reflexão alguns critérios que têm servido como parâmetro para definição do início da vida humana e a partir daí avaliar a pretensão científica quanto a utilização de embriões humanos, para retirada de células-tronco com finalidades terapêuticas.
Durante décadas da nossa história o conceito de início e fim da vida humana esteve presente nos campos das ciências médicas, biológicas, filosóficas e religiosas, apresentando peculiaridades e noções fundamentais para a construção do conceito de pessoa. Porém a partir da década de 70, com o avanço da ciência no campo da Reprodução Assistida, mais precisamente no desenvolvimento das técnicas para a realização da fecundação de um óvulo em proveta, várias vozes entoaram seus gritos quanto a viabilidade e a eticidade da manipulação da vida humana embrionária. A partir de então a Bioética, surgiu como mecanismo facilitador desse campo de atuação, enquanto movimento capaz de equacionar racionalmente a necessidade das aplicações das modernas biotecnologias na vida do homem moderno, tornando-se atualmente o meio de estudo mais importante na compreensão dos impactos sociais advindos da biomedicina.
Podemos acompanhar no quadro abaixo alguns critérios que procuraram identificar o início da vida humana:


INÍCIO DA VIDA CIVIL NO CAMPO JURÍDICO
Do ponto de vista jurídico e dentro de uma abordagem sistêmica, com base nos parâmetros fixados nas normas internacionais, tomou-se por base para a realização da presente análise a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, subscrita em 22/11/1969 e a Convenção sobre os Direitos da Criança. No âmbito das normas nacionais, o critério referencial básico para discussão encontra-se previsto no enunciado contido no o art. 2º do Código Civil Brasileiro, o qual define "a personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida, mas a lei põe a salvo os direitos do nascituro desde a concepção". Dentro deste quadro normativo, podemos depreender duas assertivas que caminham em direções opostas: a (i) corrente natalista: compreende que a personalidade civil da pessoa é iniciada no momento do seu nascimento, sendo neste momento reconhecida a sua capacidade de sujeito de direitos; (ii), a corrente concepecionista: entende que a lei retroage os direitos da pessoa ao momento de sua concepção, sendo reconhecida então a personalidade civil do nascituro.
Para além deste critério e seguindo a orientação de Vitor Santos Queiroz, a Constituição Federal de 1988 garantiu o direito à vida da pessoa sem fixar o termo "a quo". Determinou também que as regras de proteção específicas à criança deveriam ser produzidas pelo legislador infraconstitucional, conforme art. 5º, caput, e 227. Nesse sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente assegura no art. 7º "A criança e o adolescente têm direitos à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento(...)". Participa desse entendimento, Silmara J.A Chinelato, a qual defende a personalidade civil do embrião nascituro, a partir da concepção.
CONCLUSÃO
Diante das considerações anteriormente expostas, podemos concluir que as definições ora apresentadas devem ser traduzidas em instrumento jurídico adequado, com um único entendimento capaz de proteger à pessoa, de forma a possibilitar o seu nascimento, não cabendo mais o processo ruidoso de anos de discussão e fundamentações de naturezas biológica, filosófica ou religiosa, que não foram capazes, ao longo da história, de definir o que é ser humano ou pessoa, aquele ser ao qual nos identificamos e não subjulgamos, como na relação escravista natural aristotélica. Nesse pensamento, o Direito continuará a se posicionar como agente regulador das relações naturais e interpessoais, sendo o único instrumento capaz de interferir nas ações e reações científicas e sociais, agora já não mais envergado ao reducionismo patrimonialista, mas como defensor do próprio sujeito, ser humano, pessoa, em razão de sua natureza humana e não dos valores materiais. A Bioética, como orientadora das ciências da vida e norteadora do novo Direito (o "Biodireito"), deve objetivar o protecionismo da autonomia do sujeito, a partir das novas concepções trazidas pelo avanço tecnológico do século XX , onde a vida humana encontrar-se-á protegida desde sua concepção até sua morte natural, como membro da família humana, reconhecido ainda no seu estágio gestacional, ainda que a concepção se dê fora do útero materno. Nesse sentido, se por ora não é possível um consenso transdisciplinar acerca do início da vida do ser humano e do reconhecimento deste como pessoa humana, conforme a extrema diferenciação traduzida na idéia dualista de Engelhardt, de que a pessoa começa, de que o ser humano se torna uma pessoa, significa que a personalidade e identificada a um conjunto de capacidades emergentes, notadamente a autoconsciência e a capacidade de imputação moral, não podemos perder de vista que a proteção possível e alcançável pelo Direito moderno à pessoa, é para o ser de natureza humana, nascituro ou nascido, independente de sua capacidade ou consciência, pois todo ser humano em gestação é possuidor de uma viabilidade teórica de nascer e ser autônomo a partir de sua concepção.
Portanto, o embrião humano que se encontra em laboratório, segundo as normas brasileiras vigentes, não está protegido juridicamente, por não possuir o status de nascituro ou de pessoa.
Por Maria Helena Lino e Rodrigo Guerracom revisão de Adriana Diaféria e Marlene Braz

Bibliografia básica:Queiroz, V.S. "A personalidade do nascituro à luz do ECA", http://www.fdc.br/ ;Almeida, S.J.C e, Tutela Civil do Nascituro, SP,Saraiva,2000;Goldim, J.R., "Início da Vida de Uma Pessoa Humana", http://www.bioetica.ufrg.br/;Aristóteles, "A Política".

Pesquisa com Células-tronco - Opiniões a favor

As Implicações Éticas


Por Karla Bernardo Montenegro
Usar embriões congelados excedentes de tratamentos de fertilização ou obter células-tronco a partir de clonagem terapêutica são duas soluções que a Biologia e a Medicina estão propondo para tentar chegar mais perto da cura de várias doenças.Ao mesmo tempo, que gera esperança provoca também importantes questionamentos éticos, identificados pelos especialistas na área da Bioética. Quando são relatados os aspectos morais da manipulação do material biológico humano, várias perguntas ficam sem resposta: É moralmente válido produzir e utilizar embriões humanos para separar as suas células-tronco? A esperança das pessoas, traduzida na criação constante de novas terapêuticas está acima da vida dos embriões que terão que ser produzidos para gerar as células-tronco? Nos países onde é permitida a clonagem terapêutica haverá a comercialização do tecido produzido em laboratório através do envio deste material para países onde a técnica é proibida?
As pessoas precisam deixar de ter medo das palavras. Quem fala, por exemplo, que é contra a clonagem reprodutiva mas é a favor da clonagem terapêutica está equivocado, já que nos dois casos se trata de clonagem, mesmo que a finalidade de cada uma seja diferente.
Marlene Braz
Na opinião da médica psicanalista, pesquisadora em Bioética da Pós-graduação em Saúde da Criança e da Mulher do Instituto Fernandes Figueira da Fundação Oswaldo Cruz e Diretora Executiva da Sociedade de Bioética do Estado do Rio de Janeiro - SB Rio, Prof. Dra. Marlene Braz, é importante ouvir tanto as argumentações ditas "conservadoras" quanto às denominadas "progressistas" para formar uma opinião sobre o que é certo e o que é errado na queda de braço entre os que se posicionam a favor e contra o uso de células tronco embrionárias.
Para Marlene Braz, "As pessoas precisam deixar de ter medo das palavras. Quem fala, por exemplo, que é contra a clonagem reprodutiva mas é a favor da clonagem terapêutica está equivocado, já que nos dois casos se trata de um mesmo procedimento - a clonagem. O termo "Clonagem terapêutica" é um eufemismo para os que não querem falar a palavra "clonagem".
No que se refere a obtenção de células-tronco a partir de embriões congelados, Marlene chama a atenção para o grau do simbolismo existente nos embriões congelados dentro dos cilindros nas clínicas de reprodução assistida. "Muitos casais já consideram estes embriões como filhos que podem existir a qualquer momento". "Alguns outros os vêem como material biológico", afirma.
-Pela possibilidade de se estabelecer uma relação com o seu "embrião", o casal passa a viver um problema ético.O que fazer com os embriões se não planejamos ter mais filhos? É nesta hora que alguns defendem uma espécie de "ética da solidariedade", isto é, em nome do bem da sociedade seria oferecida, ao casal, a possibilidade de doar os embriões para a pesquisa. Será que o casal tem informação suficiente para decidir o destino daquele material? O embrião que a princípio foi produzido para gerar vida pode virar um órgão e isto seria diferente da clonagem reprodutiva? É preciso que o casal tenha total entendimento desta situação- explica Marlene Braz.
Os que estão na outra ponta deste processo, aguardando na fila de doação de órgãos, também precisam saber dos riscos. "Com o uso das células-tronco embrionárias doadas o paciente não está livre do fantasma da rejeição. Para não correr este risco as células-tronco deveriam ser retiradas de embriões clonados a partir do DNA do próprio paciente", lembra.
Quando perguntada a respeito da pertinência da discussão sobre qual é o início da vida, com a finalidade de saber se o embrião congelado teria o status de ser humano, Marlene reflete: "Sem dúvida o embrião é um ser vivo. Não é ainda pessoa, mas já é vivo", opina, ressaltando que "apesar desta discussão ser importante, não devemos esquecer aspectos também relevantes, como a ameaça do mercado de órgãos, os riscos de rejeição, entre outros".
Quando a Bioética olha para a questão da Clonagem Terapêutica, os obstáculos éticos se multiplicam. "No caso da clonagem, os embriões são produzidos já com o objetivo específico de gerar células-tronco e a partir delas, tecidos e órgãos. Em vez de reproduzir por inteiro uma pessoa, um clone ou gêmeo tardio, se cria um pedaço dele. Se todos os países baniram a clonagem reprodutiva porque não banir a dita clonagem "terapêutica", que na realidade também não passa de reprodução, só que de pedaços do corpo? É moralmente relevante distinguir duas espécies de clonagem, se na realidade elas objetiva a mesma coisa, isto é reproduzir?",indaga a médica.
Outro conflito ético diz respeito às mulheres. A clonagem terapêutica prevê a doação de óvulos para a produção de embriões. "Submeter a mulher a técnicas invasivas para a obtenção de vários óvulos por ciclo não é um procedimento ético, afirma Marlene Braz, lembrando que para o feito da Coréia do Sul (obtenção de células-tronco embrionárias a partir de um embrião clonado com a finalidade terapêutica) foi preciso utilizar dezesseis mulheres que geraram 242 óvulos. Deste material foram desenvolvidos apenas trinta embriões e apenas uma linhagem de células-tronco de cartilagem , músculo e ossos." Também neste estudo, mostrou-se inviável produzir um embrião clonado a partir de DNA de outras mulheres que não a própria doadora do óvulo, assim como de material genético de células masculinas, o que restringe bastante sua utilização. No caso só a partenogênese daria resultado (óvulo de uma mulher enucleado com a colocação, em seguida do seu próprio DNA) e somente a própria doadora do óvulo poderia ser beneficiada.
Marlene .fez referência também a um artigo publicado em fevereiro deste ano no jornal americano New York Times no qual especialistas apontam sérias dificuldades para se conseguir clones humanos livres de aberrações genéticas. "Quando da concepção, na fase da meiose, o material genético do óvulo é unido com o do espermatozóide, se unem os 23 cromossomos da mãe com os 23 do pai para formar os 46. No momento desta junção o organismo faz um reparo do DNA, corrigindo possíveis erros e mutações o que, se não for feito, gera mal formações.Com o clone, este estágio é pulado e podem surgir muitos defeitos genéticos e este é um dos problemas técnicos mais difíceis de serem sanados", explica.
-Existe, também, uma diferença moral entre os dois métodos: No caso do embrião congelado ele foi criado com a intenção de ser fertilizado. Já no caso do clone ele foi gerado para ser destruído, mesmo com o argumento que a intenção, neste caso, seria salvar vidas, avalia. Será moralmente aceitável salvar vidas tirando outras?, avalia.
Segundo Marlene, para acabar com os conflitos éticos o ideal seria o incentivo total para as pesquisas envolvendo células-tronco adultas já que recentes resultados apontam para descobertas promissoras nesta área."O pesquisador Antônio Carlos Campos,do departamento de Biofísica da UFRJ citou em um artigo uma recente pesquisa com células-tronco neuronais que teriam capacidade de diferenciação generalizada.", afirma. "Os resultados da pesquisa com células-tronco adultas têm sido muito promissores e isto seria o fim dos problemas relativos à incompatibilidade e rejeição, além de não suscitar questões éticas e religiosas", conclui.
MOVITAE lança protesto contra atuação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP)
Pesquisas com células-tronco em humanos
O que fazer quando não é permitido tentar um novo tratamento?
Morreu há alguns dias o poeta italiano Piergiorgio Welby, ele era ligado à Associação Luca Coscioni, entidade parceira da Movitae, organização brasileira que apóia e promove esclarecimentos sobre as pesquisas com células-tronco.
Luca Coscioni também se foi no início de 2006, não devido à distrofia muscular progressiva, como Welby, mas pela esclerose lateral amiotrófica, que é tambem uma doença neuromuscular, doença que ceifou seus movimentos mas não sua garra. Luca perdera a voz e assim como Welby só movia os olhos, mas por meio de um sintetizador vocal, discursava em favor da liberdade de pesquisa com células-tronco, ainda inexistente na Itália. Pude ouvi-lo discursar lindamente no Congresso pela Liberdade da Pesquisa Científica, realizado em Roma, promovido pela associação que leva seu nome.
Vendo jovens como Luca, acometidos por doenças degenerativas (Luca faleceu em fevereiro de 2006, aos 38 anos), valorizamos cada gesto concedido por termos saúde, cada palavra, cada vez que se respira sem auxílio, e cada passo da ciência em favor da vida com qualidade.
Por isso dia 02 de março de 2005 foi um dia histórico; durante meses, anos, inúmeras pessoas lutaram para que fossem aprovadas no Brasil as pesquisas com células-tronco embrionárias. E elas foram. Por meio da Lei de Biossegurança, desde meados de 2005 esses estudos são permitidos. Acredita-se que tais experimentos, que ainda estão em fase laboratorial, ou seja, em pesquisa básica, poderão trazer respostas e derivar em novos (futuros) tratamentos às mais diversas patologias.
Nosso dever é incentivar o trabalho desses pesquisadores e fazer com que tenham as ferramentas necessárias para fazê-lo. De todo modo existem estudos que já estavam sendo feitos, que não estão diretamente atrelados à Lei de Biossegurança, são as pesquisas com células-tronco adultas, oriundas por exemplo da medula óssea.
Distantes de um compromisso ético e aproveitando a onda de notícias sobre as possibilidades das células-tronco, charlatões atuavam e lucravam comercializando (e aplicando) um pozinho, que de acordo com eles, eram células liofilizadas.
Poucos dias depois da morte do ex-maratonista italiano, Luca Coscioni, foi ao ar no Jornal Nacional a reportagem denunciando a quadrilha que dizia aplicar o tal pozinho, as tais células-tronco liofilizadas, esses médicos cobravam por algo que não funciona, nem sequer é aceito pela comunidade médica, a ganância desta quadrilha somada ao desespero de pacientes foi o que bastou para encherem os bolsos de dinheiro.
Aqui em São Paulo o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) suspendeu preventivamente a licença médica, mas o Conselho Federal de Medicina entendeu que um desses médicos pode continuar exercendo a medicina, mesmo depois de ter tido suas duas clínicas fechadas e dito que sabia que a aplicação do pozinho não estava regulamentada.
O mais triste de tudo isso é saber que enquanto charlatões continuam à solta, grandes médicos, pesquisadores das maiores universidades do país não podem fazer uso de seus conhecimentos.
Diversos protocolos submetidos à CONEP - Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (colegiado que aprova estudos envolvendo seres humanos) estão sendo indeferidos. E quem fica sem respostas e sem pesquisas são os inúmeros pacientes, das mais diversas patologias, degenerativas, incuráveis, perdendo a chance de observarem novas tentativas terapêuticas.
O tempo da ciência gira num compasso diferente do tempo da doença, mas o que fazer se a comissão que pode tentar acertar esses relógios parece tentar deixar tudo ainda mais distante?
A morosidade e o indeferimento só depõe contra aquilo que o colegiado diz querer preservar, o sujeito de pesquisa, o paciente. Mas o paciente aguarda a chance de tentar, não sendo cobrado por isso, não com pozinho mágico; mas diante de um protocolo rígido, descrito por profissionais sérios, com critérios claros de inclusão e exclusão, nos quais se estuda primeiro a segurança do método, depois sua eficácia.
A Conep está, afinal, preservando a dignidade do sujeito de pesquisa? Será que está realmente fazendo aquilo ao qual se propõe?
Denunciamos os que faziam tudo errado e o CFM dá o contra (contra nós, a população); depois a Conep indefere ou atrasa diversas solicitações; solicitações essas, em sua maioria, de pesquisadores atuantes em universidades públicas, sustentadas pelos governos federal e estadual, órgãos do poder público, assim como o Ministério da Saúde, assim como a Conep.
E perdidos nessa contradição toda estão os pacientes e seus familiares, esperando os relógios se inverterem, esperando a doença perder força e a saúde a ganhar.
Temos a tecnologia, temos os pesquisadores, temos também as doenças e os pacientes e a esperança de dar certo, temos a possibilidade quase ao alcance das mãos, só falta o aval da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.
O Brasil terá o maior estudo clínico com células-tronco do mundo, para cardiopatia, talvez a atitude mais acertada dos últimos tempos. Mas existem dezenas de protocolos aguardando um parecer favorável; e milhares de pacientes torcendo por isso.
E diz a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, em seu Artigo 15, Compartilhamento de Benefícios: "Os benefícios resultantes de qualquer pesquisa científica e suas aplicações devem ser compartilhados com a sociedade como um todo e, no âmbito da comunidade internacional, em especial com países em desenvolvimento."
Aguardamos nós, sujeitos de pesquisa, a real humanização na saúde, aguardamos que a bioética chegue de fato até nós, que as comissões deliberem a favor dos protocolos solicitados, que a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa se afaste do pedestal e se aproxime dos leitos.
Queremos mais pesquisas clínicas em nosso país, queremos experimentos com células-tronco em humanos, precisamos tentar, não substimem mais nossa capacidade de decidir.
Andréa Bezerra de Albuquerque,Diretora Presidente da MOVITAE - A Favor da Vida
Células-tronco : O Brasil a um passo da criação de órgãos em laboratório Projeto de Lei de Biossegurança deixa de fora assuntos fundamentais para a saúde pública.
Por Karla Bernardo
O especialista Radovan Borojevic afirma: O projeto de Lei de Biossegurança não deve proibir os avanços da ciência.
Enquanto o mundo assiste a conquista de cientistas coreanos que conseguiram produzir pela primeira vez células-tronco embrionárias a partir de um embrião clonado com a finalidade terapêutica, no Brasil assistimos a um momento não menos importante, estamos acompanhando a tramitação do Projeto de Lei de Biossegurança, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora segue para o Senado. Por enquanto muita coisa importante ficou de fora, como a liberação das pesquisas de clonagem humana para fins terapêuticos, a liberação da manipulação de material embrionário humano e a permissão para a doação de embriões congelados para pesquisa, o que torna o texto do Projeto de Lei muito limitado. O único consenso entre cientistas, políticos e igreja é a proibição da clonagem humana para fins reprodutivos.
Na opinião do especialista Radovan Borojevic, diretor do programa avançado de Biologia Celular Aplicada a medicina da UFRJ, uma lei eficiente é a que não proíbe os avanços da ciência e que consegue de forma clara determinar uma eficiente fiscalização para evitar excessos “É preciso evitar experiências de fundo de quintal e ao mesmo tempo dar infra-estrutura para os cientistas”,afirma, o que concorda a Coordenadora do Centro de estudos do Genoma Humano(USP), Mayana Zatz “Antes da votação do texto final é fundamental que os parlamentares entendam que a terapia celular com células-tronco, incluindo as embrionárias, podem representar a esperança de tratamento para milhões de pessoas”, destaca.
Atualmente cerca de 5 milhões de brasileiros sofrem com doenças genéticas. As mais conhecidas do grande público são diabetes, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson. Segundo Radovan Borojevic, a terapia com células-tronco tem o potencial de cura destas e de muitas outras doenças: ”Pode-se utilizar células-tronco embrionárias para corrigir um organismo geneticamente defeituoso.Ao implantar estas células embrionárias dentro do organismo (após manipulação em laboratório), potencialmente elas terão capacidade de se diferenciar em outras células e terão a capacidade de promover uma regeneração por que elas não vão ter o defeito genético que o resto do organismo tem”, explica, afirmando que com a utilização das células-tronco embrionárias será possível criar órgãos sadios e eliminar a necessidade de transplantes, acabando com o sofrimento das longas filas de pacientes que aguardam e muitas vezes morrem esperando a doação de órgãos.
Esta é a questão-chave quando se fala de terapia com células-tronco e células-tronco embrionárias. Segundo Radovan Borojevic, a vantagem da utilização das células-tronco embrionárias é a grande capacidade de proliferação, já que o embrião é o início da vida . Elas são praticamente ilimitadas.”Todas as nossas outras células contabilizam o tempo. Células de uma pessoa de 20 anos são diferentes de células de uma pessoa de 60. Todas as células tem esta propriedade de envelhecimento e todas se esgotam com 100 anos. Este é o limite de vida biológico do ser humano”, ensina .Células retiradas da medula óssea (que formam o sangue) são células-tronco, mas são limitadas já que elas possuem a idade do indivíduo e não são capazes de se diferenciar em todos os tipos de tecido, daí o interesse pela liberação do uso de células-tronco embrionárias.
"É fundamental que os parlamentares entendam que a terapia celular com células-tronco, incluindo as embrionárias, podem representar a esperança de tratamento para milhões de pessoas". Mayana Zatz
Uma outra fonte importante de células-tronco é o sangue do cordão umbilical e da placenta. “Células do cordão umbilical são equivalentes a da medula óssea, com a vantagem única de que são células de um feto, portanto, novas. Durante a vida fetal, grande parte destas células crescem no fígado do feto, no momento do parto elas migram do fígado para a medula óssea. No parto uma parte do sangue do feto está dentro da placenta e pode-se guardar estas células através de congelamento”.Esta prática pode ser fundamental no caso do indivíduo desenvolver uma leucemia, por exemplo.As células sadias congeladas podem ser utilizadas eliminado a necessidade de um doador compatível. A apresentadora do Jornal do Rio, da Tv Bandeirantes, Aline Pacheco, optou por congelar as células do cordão umbilical no nascimento de sua filha , Maria Antônia, em 2001 “ Quando soube desta possibilidade me senti na obrigação de tomar esta precaução pela minha filha. Nós gastamos tanto dinheiro com uma série de bobagens para os filhos e muitas pessoas deixam de congelar o sangue do cordão por que acham caro” , lamenta . Para ela, o fato de sua filha ter o recurso de poder utilizar as próprias células para a cura de uma doença não tem preço. Esta também é a opinião de Radovan Borojevic “A probabilidade de se precisar é de duas em 1000, porém, temos que considerar que as famílias estão ficando cada vez menores, o que reduz a possibilidade de se ter um doador compatível no caso do desenvolvimento de uma doença.Na França, onde a saúde é toda paga pelo Estado, é recomendado o congelamento das células do cordão umbilical, principalmente para famílias com pré-disposições a defeitos genéticos como filhos de combatentes por exemplo”, afirma.
“ Quando soube da possibilidade de congelar as células do cordão umbilical me senti na obrigação de tomar esta precaução pela minha filha” Aline Pacheco .
Resultados práticos da terapia com células-tronco no Brasil
As experiências com a utilização de células-tronco no Brasil já estão apresentando resultados práticos satisfatórios. Vários grupos já desenvolveram a terapia celular em caráter experimental principalmente em pacientes cardíacos e pacientes com queimaduras graves.
No caso do tratamento de problemas cardíacos em pacientes que já não respondiam ás terapias tradicionais, as células-tronco são retiradas da medula óssea e são injetadas no coração do paciente. Estas células vão se diferenciar no tipo celular necessário.Em dezembro de 2001 quatro pacientes do Hospital Pró Cardíaco,no Rio de Janeiro,foram submetidos ao tratamento desenvolvido pela UFRJ e hoje eles já não precisam tomar remédios, desapareceram os sinais clínicos anteriores. Quando o caso é mais grave e o paciente necessita de um transplante de coração, o procedimento é diferente: Retiram-se células da medula óssea da bacia do paciente.As mais imaturas são extraídas(células-tronco). Elas são levadas para o Hospital Universitário do Fundão,no Rio de Janeiro, onde são processadas(manipuladas).Ao mesmo tempo outra equipe faz um mapa do coração do paciente através de um cateter introduzido na virilha para saber exatamente onde é a lesão. Em seguida através de um sistema também via cateter é introduzida uma micro injeção que contém um conjunto de células que vão atuar dando origem a artérias ou ajudando a recuperar o movimento do músculo cardíaco enfraquecido, por exemplo.Este procedimento dura apenas um dia e 24 horas depois da intervenção o paciente tem alta.”Uma das principais vantagens deste tipo de terapia é que ela é pouco invasiva”, explica Radovan.
Para ele, cabe ao médico definir até que ponto a terapia celular é indicada:
-Cada paciente possui um histórico. A terapia pode ser utilizada como um tratamento complementar. Tem que ser avaliada frente a outras terapias. Só pode ser utilizada se for a melhor possibilidade para o paciente,explica.
No caso dos pacientes com queimaduras graves, as células-tronco são retiradas e levadas para o laboratório onde são manipuladas e preparadas para serem implantadas.Segundo Radovan, cartilagens e mucosas que sofreram traumatismos graves que não conseguem se regenerar também podem ser tratadas com células-troco.
Para Radovan Borojevic, uma das principais barreiras na área da pesquisa é a falta de verba para equipar os hospitais públicos: ”O Brasil sempre ofereceu uma educação superior muito boa. Formamos excelentes cientistas. Os alunos que vão fazer cursos lá fora são muito elogiados. O problema é a infra-estrutura deficiente nos hospitais universitários no Brasil. Mesmo comparando com a Argentina, um país que também apresenta problemas econômicos, o Brasil fica atrás. O ensino público no Brasil terá que ter um incremento muito grande. Investimento em cabeças é a longo prazo, mas o retorno é garantido”, afirma.
Em um país como o Brasil, que apresenta uma enorme demanda por alternativas de saúde pública é necessário que o esforço dos cientistas na área de células-tronco não seja desperdiçado. Segundo Maria Helena Lino, advogada e gerente do Projeto Ghente, com o avanço nas pesquisas científicas e principalmente conhecendo os enormes benefícios da utilização de células-tronco, a sociedade vai sair perdendo se o Projeto de Lei de Biossegurança for aprovado com o texto atual. “É importante que a sociedade interfira no processo legislativo e exija seus direitos como usuários de serviços de saúde”, conclui.
2004: Cirurgia experimental no Hospital de Cardiologia de Laranjeiras.
O Hospital de Cardiologia de Laranjeiras através da médica Helena Martino, chefe da unidade de Miocardiopatia do Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, promoverá um experimento este ano com pacientes cardíacos. Serão selecionados 30 pacientes para o experimento. Quinze receberão o transplante de células diretamente no músculo cardíaco. Os demais receberão as células-tronco através das coronárias. A médica espera já ter os resultados dois meses após a realização da experiência. O projeto ainda aguarda aprovação do Conselho Nacional de Ética em Pesquisa, órgão do governo federal, mas a expectativa é que ainda este ano o experimento seja realizado.

domingo, 3 de junho de 2007

Gabarito da prova bimestral - 8º ano ou 7ª série do E.Fundamental - 2º período de 2007

(depois das provas... Liberdade. Vamos estudar, em breve recesso!!!)

Questão 01-


(a) Nas trompas uterinas


(b) I vagina


II - útero


III- Trompas uterinas


(c) Flagelo e mitocôndrias


(e) Nidação / feto



Questão 02-


(a) Testostorna


(b) Aumento da massa muscular, aumento do pênis, voz mais grave, pêlos pubianos, maior agressividade, alargamento dos ombros e peito.


(c) Estrógeno e progesterona


(d) Crescimento dos seios, passa a ter o ciclo menstrual, acúmulo de gordura na região das coxas e nádegas, crescimento de pêlos pubianos.


(e) testículos / ovários



Questão 03-


(a) Extravasamento do plasma sanguíneo nos tecidos do pênis para que este, inchado ou em turgor, fique erecto (rígido) para o ato copulatório de penetração e introdução dos espermatozóides na vagina.


(b) Clitóris


(c) Órgão excitatório e que concentra o maior número de terminações nervosas que originarão o prazer sexual feminino.



Questão 04-


(a) Laqueadura ou cotomização


(b) Não, na cotomização ocorre o corte e posterior sutura em partes da trompa uterina. Consequentemente as atividades do ovário não são afetadas mas sim, o canal de ligação dos ovários com o útero.



Questão 05 - (a) 5 de junho



Questão 06- (c) Ovarianos que inibem a produção normal de hormônios hipofiários.



Questão 07-


(a) Pílula combinada, anticoncepcional injetável, anel vaginal, anticoncepcional subcutâneo.


(b) Preservativo feminino e o preservativo masculino


(c) Em qualquer situação , é liberado ou administrado ao corpo feminino 2 hormônios, estrógeno e progesteronaa; tais hormônios inibem a produção de FSH e LH que estimulam a produção e liberação do óvulo respectivamente.


(d) O preservativo feminino e o preservativo masculino



Questão 08-


(a) 23 //46


(b) Univitelinos


(c) Bivitelinos


(d) Os univitelinos compartilham estruturas da placenta enquanto nos bivitelinos formam-se 2 placentas distintas.


(e) A placenta representa o meio de comunicação entre mãe e filho. Através das estruturas da placenta o filho recebe oxigênio e nutrientes e excreta dióxido de carbono e outros substâncias potencialmente tóxicas.



Questão 09-


(a) sífilis


(b) Os sintomas aparecem em uma fase aguda, desaparecem e podem reaparecer em uma fase crônica, mais agressiva e com grau de cura bem mais complicado.


(c) Transmissão vertical - de mãe para filho


(d) Necrose tecidual na região dos órgãos genitais e boca


Má formação dentária e de ossos de extremidade


Hepatomegalia


Morte por hemorragia pulmonar ou septicemia.



Questão 10



(a)

Excesso de sódio


falta de ferro


Falta de iodo


Falta de cálcio


Falta de vitamina D e cálcio



(b) A hipertensão é causada pelo excesso de sódio que aumenta o volume sanguíneo intra-arterial o que leva a um aumento de lesões arteriais e risco de acidentes vasculares.


A anemia ocorre pois o ferro é o centro ativo da hemoglobina, molécula responsável pelo transporte de gases no sangue


Sem o iodo os hormônios da tireóide se acumulam neste órgão e acabam inflamando e inchando a região da garganta.


A falta de cálcio e vitamina D levam a uma menor deposição mineral nos ossos o que leva ao raquitismo (crianças) ou a osteoporose (idosos) que têm como o principal sintoma o enfraquecimento da estrutura rígida da matriz óssea.


Provável gabarito da prova discursiva - 1º ano do E.M -2º Período

Questão 01- Segundo o modelo de Watson e Crick, a molécula de DNA :

  • É constituída por duas cadeias paralelas de nucleotídeos unidos em seqüência,

  • É dispostas no espaço helicoidalmente, ou seja, giram sobre seu próprio eixo.

  • O modelo passou a permitir também entender como ocorrem as mutações celulares, como a molécula se replica e a própria linearidade da codificação da mensagem genética.

  • Há um pareamento fixo entre nucleotídeos localizados em fitas distintas do DNA (C = G e T=A)

  • As fitas são interligadas por pontes ou ligações de hidrogênio

  • Os nucleotídeos de uma mesma fita são ligados entre si por ligação fosfato entre os açúcares de pentose.


Questão 02 - 30% de timinas (Você deve demonstrar os cálculos)


Questão 03- 24 pontes ou ligações de hidrogênio


Questão 04- O processo denomina-se transcrição e ocorre sob a ação de um conjunto enzimático denominado RNA polimerase que quebra as pontes de hidrogênio que ligam as duas fitas do DNA (bolha de transcrição) e ao mesmo tempo realiza o pareamento de nucleotídeos do DNA (fita molde) com os nucleotídeos que formarão o RNA). A trascrição ocorre no núcleo de eucariotos e no citoplasma (já que não há núcleo) nos procariotos.


Questão 05- (a) Tradução


(b) 1: RNA mensageiro, 2: RNA transportado, 3: aminoácidos


(C) Hemácias e células indiferenciadas da medula vermelha


Questão 06- (a) 29 pontes ou ligações de hidrogênio


(b) CUCUCUCUAGUA


Questão 07- (a) Leu, His, Arg

(b) Ácido Glut. , Arg, Glic, His


Questão 08- (a) Ver com o professor em sala de aula

(b) 02 ligações peptídicas


(c) 06 carbonos


Questão 09- (a) Ocorre quando as proteínas perdem sua estrutura quaternária e/ou terciária funcionais, e retornam ao padrão estrutural secundário.

(b) * Aumento da temperatura do meio


* Mudança do pH do meio


* Ataques químicos (Ex: radicais livres)


* Ataques físicos diversos (Ex: Radiações nucleares, U.V, etc.)


Questão 10 - (a) - Célula eucariótica - Apresenta núcleo e complexidade de organóides endomembranososo

-Célula vegetal - apresenta parede celular celulósica, cloroplasto e vacúolo hidríco

(b) I-Mitocôndria

II-Aparato golgiense

III- Ribossomo


(c) IV- Lisossomo

V- Aparato golgiense

VI- Retículo endoplasmático



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