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segunda-feira, 17 de março de 2008

O que é Janela Imunológica?


A janela imunológica é o período entre a contaminação e a possibilidade de detecção do vírus no organismo; é o tempo compreendido entre a aquisição da infecção e a soroconversão. Quando um indivíduo se expõe a alguma situação de risco e contrai o HIV, o sistema imunológico reconhece sua presença e dá início à produção de anticorpos anti-HIV, na tentativa de neutralizar seus efeitos. O HIV, porém, vai se alojar dentro de algumas células do organismo, inclusive dentro das células coordenadoras do sistema imunológico (os linfócitos). Após a infecção, o organismo leva de duas a doze semanas para produzir uma certa quantidade de anticorpos que possam ser detectados pelo exame de sangue específico e este período é chamado de "janela imunológica", ou seja, é o tempo entre a infecção pelo vírus e a soroconversão (quando os anticorpos passam a ser detectáveis no sangue e os testes sorológicos tornam-se positivos). O teste, que deve ser repetido, em três e seis meses, detecta os anticorpos do vírus e não o vírus em si . Caso o teste seja feito durante a "janela imunológica", é provável que dê um resultado falso-negativo, embora a pessoa já esteja infectada pelo HIV e possa transmiti-lo a outras pessoas.
Logo que infectado, o portador pode transmitir o vírus a outras pessoas, mesmo que sua presença só possa ser identificada semanas mais tarde. Teoricamente, no período da "janela imunológica" o risco de transmissão do HIV é maior do que no período pós-soroconversão assintomático, porque a taxa de replicação do HIV é alta, uma vez que a pessoa infectada ainda não desenvolveu uma resposta imune contra o HIV.
A s pessoas contaminadas pelo vírus HIV, mas que não desenvolveram a doença, e/ou nem apresentaram sintomas são chamadas de soropositivos, portadores assintomáticos ou portadores sadios . O que as caracteriza é o fato de que apesar da contaminação pelo HIV, elas não apresentam qualquer sintoma da doença podendo este estágio durar por toda a vida do indivíduo. Não confundir: aidéticos são os portadores do vírus que já desenvolveram a doença. Ainda não é possível saber quando algum portador do vírus vai desenvolver sintomas da doença ou mesmo a Aids (infecção aguda generalizada). Isso amplifica o conceito de sexo seguro e transfusões com segurança.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Epidemias de Gripe aviária: um caso de salto parasitário


Nós vimos em sala de aula que salto parasitário se estabelece quando uma cepa viral passa, por mutação, a ter capacidade de parasitar outro tipo de célula ou outra espécie que antes não o fazia. Isso ocorre porque vírus são parasitas extremamente específicos e só realizam a acoplagem e inoculação do vírion em um determinado padrão celular (salvo mutações).


Seguem duas interessantes e assustadoras reportagens, extraídas a pouco da Folha de São Paulo, que demonstram casos do salto parasitário.


Nova morte por gripe aviária aumenta para 104 as vítimas na Indonésia
da Efe, em Jacarta

Um jovem de 16 anos morreu por causa da gripe aviária na Indonésia, elevando para 104 o total de mortos no país mais afetado pela doença, informaram as autoridades de saúde neste sábado.
O adolescente morreu no último dia 10 na cidade de Solo (cerca de 450 quilômetros a sudeste de Jacarta), segundo comunicado publicado no site do Ministério da Saúde. Ele foi internada em 3 de fevereiro, após apresentar sintomas da doença, e os exames deram positivo para a cepa H5N1, a mais fatal das variantes conhecidas da gripe aviária.
A Indonésia se transformou no começo do ano no primeiro país a superar as cem vítimas fatais por causa da doença, que se transformou em endêmica nas ilhas de Java (a mais povoada), Sumatra e Bali, assim como na região meridional das Célebes.
A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) advertiu recentemente que os recentes focos da doença em vários países mostram que o vírus continua sendo uma ameaça em escala global.
Os vizinhos da família do adolescente têm galinhas contaminadas e o garoto teria matado uma delas antes de apresentar os sintomas da doença, segundo o ministério.
Segundo a contagem divulgada ontem pela WHO (Organização Mundial da Saúde, na sigla em inglês), desde 2003 já foram relatados 361 casos da doença --incluindo neste total as 227 mortes já registradas (a organização registra apenas casos confirmados após exames laboratoriais).
O vírus H5N1 tem se propagado rapidamente por todo o mundo, primeiro em aves de curral e depois em aves silvestres. A doença matou milhões de animais em mais de 60 países, a maioria desde 2003, mas o vírus ainda não sofreu mutações suficientes para se transformar em uma causa de doença comum entre humanos.


Indonésia registra segunda morte por gripe aviária nas últimas 24 horas
da Efe, em Jacarta

Um bebê de três anos morreu por causa da gripe aviária, a segunda vítima nas últimas 24 horas, o que aumenta para 105 o total de mortos pela doença no país mais afetado do mundo pelo vírus, informaram neste domingo (17) as autoridades sanitárias.
O menor morreu na sexta-feira em um hospital da capital, confirmou um porta-voz do Ministério da Saúde, segundo a imprensa local. As análises feitas deram positivo para a cepa H5N1, a mais mortífera do vírus.
Há menos de 24 horas, um jovem de 16 anos também morreu por gripe aviária na cidade de Solo, a cerca de 450 quilômetros ao sudeste de Jacarta.
A Indonésia se transformou no começo do ano na primeira nação que superou as cem vítimas mortais da doença, que se tornou endêmica nas ilhas de Java (a mais povoada), Sumatra e Bali, assim como na região meridional das Célebes.
A FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) advertiu recentemente que os últimos focos da doença em vários países demonstram que o vírus continua sendo uma ameaça em escala global.



Vírus H5N1