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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Caros alunos;

Para aqueles que buscam uma interessante literatura para ler antes da prova do PAS, segue abaixo uma agradável leitura que será útil as matérias de biologia, química e visão de atualidades para as 3 etapas






Autor: Marcelo Leite


Editora: PublifolhaPáginas: 104


Quanto: R$ 17,90


Onde comprar: nas principais livrarias, pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Publifolha




A seguir segue a introdução do livro que dá a idéia das teses vistas na literatura.




O DNA, consagrada abreviação em língua inglesa da substância ácido desoxirribonucléico, representa provavelmente a molécula1 mais famosa do mundo. Talvez apenas a fórmula H2O seja mais conhecida, mas poucas pessoas que não sejam químicos de formação saberão descrever a forma tridimensional da molécula da água (na sua forma gasosa, os dois átomos de hidrogênio, H, formam um ângulo de 105°, tendo no vértice o de oxigênio, O). Menos gente ainda, decerto, deixará de ter visto e memorizado a estrutura de escada de pintor torcida do DNA, tradicionalmente descrita como "dupla hélice". Ela se tornou um ícone do final do século 20, sobretudo depois que o consórcio internacional Projeto Genoma Humano e a empresa norte-americana Celera soletraram, no ano 2000, a maioria dos caracteres químicos que constituem os quase 3 bilhões de degraus das longuíssimas cadeias de DNA nos 23 pares de cromossomos da espécie humana. Essa é a imagem por excelência da ciência natural nos dias de hoje, como foi na década de 50 o desenho esquemático do átomo (simbolizando a não menos temível energia nuclear). A cada oportunidade em que algum tema de genética ou biotecnologia alcança a ordem do dia - e isso ocorre com freqüência cada vez maior -, lá está a dupla hélice a sinalizar um entrelaçamento de esperança e temor. Do genoma humano à clonagem de ovelhas e homens, da identificação de genes envolvidos no câncer à polêmica dos alimentos transgênicos, dos testes de paternidade às discussões sobre o sempre presente fantasma da eugenia, pode-se contar que a figura do DNA aparecerá associada, seja na vinheta da TV, seja na capa do livro, seja na ilustração do jornal - seja até em anúncios de xampu e de gasolina, nesses dois casos como sinônimo de eficácia molecular e de autenticidade.Complexidade vs. DeterminismoTal onipresença decorre não apenas da importância que as biotecnologias vêm assumindo para a medicina, mas também do impacto simbólico e cultural que o conhecimento da estrutura do DNA e as inovações que propiciou tiveram nas últimas cinco décadas, desde que o norte-americano James Watson e o britânico Francis Crick a decifraram, no famoso artigo para a revista científica Nature publicado no dia 25 de abril de 1953. Com a imodéstia que sempre lhe foi característica, Watson afirmou em suas memórias que esse fora "talvez o mais famoso evento em biologia desde o livro de Darwin". E não sem motivo: ficar sabendo que em cada uma das células do próprio corpo (10 trilhões delas, distribuídas em cerca de mil tipos diferenciados) há um conjunto virtualmente idêntico de 6 bilhões de letras químicas estreitamente associadas com as características mais pessoais é uma dessas revelações marcantes do conhecimento, como a descoberta de que a Terra, vista do espaço, é um planeta azul - algo que hoje parece óbvio, mas que só foi confirmado pelos olhos do cosmonauta soviético Iúri Gagárin em 12 de abril de 1961. Afeta em sentido profundo o modo humano de compreender o mundo e os próprios homens, por vezes num sentido e numa proporção que extrapolam o próprio conteúdo objetivo e comprovado da descoberta científica, como no caso do problemático impulso dado ao determinismo genético pelo que há de impressionante nos avanços da biologia molecular.O desvendamento da intimidade da matéria viva cria uma promessa e uma ilusão de controle ou precisão que a tecnociência biológica ainda está longe de alcançar. Muita gente culta acredita piamente que a transcrição do genoma humano tem o poder de desvendar, por si, os mecanismos envolvidos em processos fisiológicos tão decisivos quanto câncer, envelhecimento e infecções, quando qualquer pessoa minimamente familiarizada com os rumos atuais da genômica sabe que a cada avanço nessa área corresponde igualmente um aumento de complexidade. Muitas vezes, compreender pode também significar que o controle almejado pelo saber é mais difícil do que se esperava, ou mesmo pouco provável. Um exemplo recente e eloqüente é o ainda mal compreendido fenômeno da interferência de RNA (RNAi, na abreviação em inglês com que se tornou mais conhecido), destacado pela prestigiada revista especializada norte-americana Science como o principal avanço da pesquisa científica no ano de 2002 e explicado a seguir.O pressuposto de toda a engenharia genética é que, ao modificar-se o DNA de um organismo incluindo em seu genoma um ou mais genes de seqüência conhecida (ou, numa estratégia diversa, silenciando genes para que o organismo pare de sintetizar certas substâncias), a planta ou animal passará a produzir (ou deixar de produzir) as proteínas correspondentes. É o que se faz com plantas transgênicas, por exemplo, incluindo nelas trechos de DNA extraídos de bactérias para que seu metabolismo passe a tolerar um herbicida (caso da soja Roundup Ready, da empresa Monsanto, resistente ao agrotóxico Roundup, o glifosato) ou passe a fabricar um inseticida nos seus próprios tecidos (caso do milho Starlink, da Aventis CropScience, que secreta a proteína inseticida Cry9C para aniquilar lagartas de borboletas e mariposas que se alimentam da planta). Mas nem sempre são esses os efeitos obtidos.Em alguns casos, cessa por completo a produção das substâncias pretendidas. Isso deixava os pesquisadores desconcertados até o começo dos anos 1990, quando se descobriu que pequenos trechos de RNA podiam modular a expressão (leitura) de genes pela maquinaria bioquímica das células. A prova definitiva dessa forma de interferência genética (daí o nome "interferência de RNA") veio em 1998, quando pesquisadores dos Estados Unidos - Andrew Fire (Carnegie Institution) e Craig Mello (University of Massachusetts Medical School) - enxertaram fitas duplas de RNA num tipo de verme e demonstraram que elas bloqueavam a expressão dos genes que continham justamente trechos de DNA coincidentes com as seqüências de RNA enxertadas. O mesmo fenômeno da RNAi foi posteriormente observado em insetos e outros organismos, provando a participação do RNA no que se convencionou chamar de silenciamento de genes.A interferência de RNA poderia ter-se transformado numa nota de rodapé da biologia molecu-lar, mera excentricidade bioquímica na já furiosa complexidade do metabolismo celular, não fossem indicações crescentes de que o mecanismo talvez seja universal entre organismos superiores, como animais e plantas. Ele teria sido herdado de ancestrais bacterianos, que o teriam desenvolvido há centenas de milhões de anos para proteger-se do ataque de vírus (desarmando os ácidos nucléicos que estes injetam na vítima para obrigá-la a produzir quantidades industriais de cópias do próprio vírus). Além disso, pode-se interpretar a RNAi como uma das mais flagrantes contradições de um pilar da biologia molecular, o Dogma Central formulado por Francis Crick em 1957: o fluxo de informação só se faz no sentido DNA ' RNA ' proteína, nunca no inverso (como ressalvou Sandro de Souza, tal dogma já vinha perdendo muito de seu peso desde os anos 1980, quando começaram a ser identificadas formas quimicamente ativas de RNA e continuou a desfazer-se a noção de que ele fosse mero intermediário entre DNA e proteínas).Ora, se o RNA pode silenciar genes (DNA), não é descabido dizer que o fluxo de informação se inverte. De um ponto de vista utilitário (e certamente é dessa perspectiva que flui o entusiasmo dos pesquisadores), isso significa também que toda uma nova classe promissora de ferramentas se apresenta para os biotecnólogos, pois eles talvez não precisem mais modificar o genoma - isto é, o DNA contido nos cromossomos - de um organismo para obter os resultados pretendidos, seja a resistência a um herbicida numa planta comercial, seja o tratamento de uma enfermidade humana. Em princípio, os mesmos efeitos poderiam ser alcançados sem reformar o "código da vida" no núcleo celular, bastando adicionar pequenos RNA ao seu citoplasma (o "recheio" das células). Não seria ainda, decerto, o desabamento do edifício da engenharia genética, lenta e arduamente erguido nas últimas três décadas, mas representaria no mínimo uma mudança radical de sua planta, com a adição de andares imprevistos a um prédio térreo, que mereceria - quem sabe? - ser relançado com o nome de "engenharia biomolecular".Genômica em baixaNo momento em que este volume chega às livrarias, em março de 2003, o anúncio pomposo da decifração do tal "código da vida" feito pelo então presidente norte-americano Bill Clinton e pelo premiê britânico Tony Blair, em 2000, está para completar três anos - sem que nem um único medicamento desenvolvido diretamente com base em informações divulgadas naquele dia, e em artigos científicos sete meses depois, tenha sido lançado no mercado. Uma das estrelas da cerimônia de 26 de junho na Casa Branca, o dublê de cientista e empresário Craig Venter, cuja empresa Celera forçara o concorrente Projeto Genoma Humano a antecipar em quase três anos a transcrição dos cromossomos da espécie, vem desde então perdendo prestígio - pelo menos no mundo das expectativas comerciais e financeiras da biotecnologia aplicada à medicina. Em 23 de janeiro de 2002, Venter deixou a presidência da Celera, que reverteu suas linhas de atuação para métodos mais tradicionais de desenvolvimento de remédios, uma vez que não estava decolando a tentativa de fazê-lo com base nas informações genômicas produzidas no atacado por Venter. Os genes seguramente contêm muitos detalhes relevantes para entender a espécie humana, mas não revelaram ainda o mapa dos lucros bilionários que as gigantes farmacêuticas buscam.A complexidade dos genes é tanta, e tão galopante (a julgar pelos resultados das pesquisas mais recentes, como a da RNAi), que não seria exagero dizer que a própria unidade operacional do conceito se encontra ameaçada, o que não impede muitas pessoas de continuar acreditando que genes equivalem a uma espécie de destino, e um destino que seres humanos se acreditam capazes de modificar com as ferramentas da engenharia genética. O propósito deste livro é mostrar que tal crença é correta e, ao mesmo tempo, despropositada, uma vez que a engenharia genética tem, sim, meios de produzir efeitos espantosos sobre seres vivos, mas que nem por isso se encontra na posição de ditar-lhes metabolismo e comportamento absolutamente previsíveis e controlados.Para chegar a esse objetivo, o primeiro passo é entender a estrutura da molécula de DNA, a famosa dupla hélice, explicada no capítulo 1. A função desse primeiro texto é tornar claro como a arquitetura da molécula encarna de forma elegante a realização de duas funções biológicas primordiais: primeiro, for-necer um molde para a fabricação de milhares de proteínas cuja ação concertada resulta na vida de um indivíduo de determinada espécie; depois, garantir que a geração seguinte receba um pacote mínimo de moldes para a continuação da espécie (ainda que comportando alguma variação, sem a qual a seleção natural não pode agir). Esse mesmo capítulo 1 buscará ainda elucidar, sem muita minúcia bioquímica, as engrenagens da máquina celular para duplicar o DNA (quando a célula se divide) e para ler sua seqüência (quando sintetiza as proteínas de que necessita).Os dois capítulos seguintes (2 e 3) possuem uma característica mais histórica, resumindo a longa e tortuosa trajetória entre as conjeturas de Gregor Mendel sobre a hereditariedade, na segunda metade do século 19, quando a palavra "gene" nem mesmo existia, e a plena compreensão das relações da seqüência de ácidos nucléicos (DNA e RNA) com o que há de específico em cada proteína. Entre uma coisa e outra, foi preciso provar que a substância da hereditariedade era o DNA, e não uma proteína, façanha nem sempre lembrada de Oswald Avery, em 1944. Depois, desvendar a organização bioquímica tridimensional do ácido, o feito muito mais famoso dos então obscuros Watson e Crick, em 1953, que derrotaram na corrida ninguém menos que Linus Pauling. O evento, que agora completa meio século, foi seguido de quase uma década de esforços para decifrar a relação entre essa estrutura e a das proteínas, capitaneados por Crick e pelo físico russo-americano George Gamow, ambos batidos na disputa pelo desconhecido Marshall Nirenberg, que corria por fora.Na Conclusão, serão retomadas algumas descobertas e refinamentos da pesquisa genômica que, assim como a interferência de RNA, estão reformulando a visão dos genes e do papel do DNA. Serão também oferecidas algumas indicações sobre o que se pode e deve esperar das biotecnologias, à luz - ou na penumbra - da complexidade assim revelada. Espera-se com isso que este pequeno volume se torne uma contribuição para que mais admiradores da biologia, molecular ou não, venham a perceber quanta sabedoria há na frase do geneticista de populações norte-americano Richard Lewontin, um crítico precoce e incansável da megalomania genômica: "Nossa biologia fez de nós criaturas que estão constantemente recriando seu ambiente psíquico e material, e cujas vidas individuais são os resultados de uma extraordinária multiplicidade de trajetórias causais entrecruzadas. Portanto, é a nossa biologia que nos torna livres".

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Maior parte de DNA humano é lixo, mas tem utilidade para pesquisa, diz estudo

Madri, 12 jul (EFE).- Ao todo, 95% do DNA humano é "lixo", porque não codifica genes e são, em sua maior parte, repetições dos fragmentos importantes do genoma, apesar de terem utilidade para pesquisas, segundo um estudo que será publicado amanhã pela revista "Science".
Os autores da pesquisa acreditam que é preciso decifrar essa parte do genoma, apesar de ele ter sido considerado até agora "indecifrável" do ponto de vista da ciência.
O estudo afirma que uma seqüência desta parte de DNA é crucial para o funcionamento do gene do hormônio do crescimento, a partir de uma experiência com ratos.
A equipe de cientistas analisou uma seqüência "intergênica", a Sineb2, que aparece repetidamente no DNA de grande número de mamíferos e, em menor medida, especificamente no ser humano.
Segundo as conclusões do estudo, a ativação da seqüência, que já tinha sido relacionada com a resposta ao estresse celular e às infecções virais, determina a expressão do gene do hormônio do crescimento, cujo déficit leva ao nanismo (deficiência no crescimento).
Os pesquisadores demonstraram que determinadas alterações da Sineb2, adjacente ao hormônio do crescimento do rato, provocam a perda de expressão deste gene. Ele está envolvido no crescimento das células, na mitose (processo de multiplicação das células), no envelhecimento e na longevidade do ser humano.
A relevância das descobertas está em que a alteração da Sineb2, que se localiza em regiões muito afastadas do corpo do gene do crescimento, provoca o mesmo efeito que a mutação direta na área codificante do própria hormônio. O resultado é que, em ambos os casos, perde-se a expressão do gene.
Normalmente, as doenças associadas à função anômala de um gene têm como causa, justamente, sua alteração. No entanto, é comum que pacientes tenham sintomas de que a função desse gene está modificada sem que seja observada uma mutação no mesmo.
Em muitos destes casos, segundo o estudo, a explicação está em áreas reguladoras do genoma intergênico, inclusive em áreas afastadas do próprio gene.
O DNA intergênico é uma área de difícil análise, devido à abundância de seqüências repetidas. Nele, porém, parecem estar as respostas que permitem explicar por que os genes são ativados em determinados momentos do desenvolvimento, ou por que o fazem em umas células e não em outras.
A pesquisa foi dirigida por Victoria Lunyak, da Universidade da Califórnia, em San Diego, e contou com a colaboração do espanhol Lluis Montoliu e de outros dois membros de sua equipe, Rosa Roy e Ángel García. EFE

domingo, 3 de junho de 2007

Provável gabarito da prova discursiva - 1º ano do E.M -2º Período

Questão 01- Segundo o modelo de Watson e Crick, a molécula de DNA :

  • É constituída por duas cadeias paralelas de nucleotídeos unidos em seqüência,

  • É dispostas no espaço helicoidalmente, ou seja, giram sobre seu próprio eixo.

  • O modelo passou a permitir também entender como ocorrem as mutações celulares, como a molécula se replica e a própria linearidade da codificação da mensagem genética.

  • Há um pareamento fixo entre nucleotídeos localizados em fitas distintas do DNA (C = G e T=A)

  • As fitas são interligadas por pontes ou ligações de hidrogênio

  • Os nucleotídeos de uma mesma fita são ligados entre si por ligação fosfato entre os açúcares de pentose.


Questão 02 - 30% de timinas (Você deve demonstrar os cálculos)


Questão 03- 24 pontes ou ligações de hidrogênio


Questão 04- O processo denomina-se transcrição e ocorre sob a ação de um conjunto enzimático denominado RNA polimerase que quebra as pontes de hidrogênio que ligam as duas fitas do DNA (bolha de transcrição) e ao mesmo tempo realiza o pareamento de nucleotídeos do DNA (fita molde) com os nucleotídeos que formarão o RNA). A trascrição ocorre no núcleo de eucariotos e no citoplasma (já que não há núcleo) nos procariotos.


Questão 05- (a) Tradução


(b) 1: RNA mensageiro, 2: RNA transportado, 3: aminoácidos


(C) Hemácias e células indiferenciadas da medula vermelha


Questão 06- (a) 29 pontes ou ligações de hidrogênio


(b) CUCUCUCUAGUA


Questão 07- (a) Leu, His, Arg

(b) Ácido Glut. , Arg, Glic, His


Questão 08- (a) Ver com o professor em sala de aula

(b) 02 ligações peptídicas


(c) 06 carbonos


Questão 09- (a) Ocorre quando as proteínas perdem sua estrutura quaternária e/ou terciária funcionais, e retornam ao padrão estrutural secundário.

(b) * Aumento da temperatura do meio


* Mudança do pH do meio


* Ataques químicos (Ex: radicais livres)


* Ataques físicos diversos (Ex: Radiações nucleares, U.V, etc.)


Questão 10 - (a) - Célula eucariótica - Apresenta núcleo e complexidade de organóides endomembranososo

-Célula vegetal - apresenta parede celular celulósica, cloroplasto e vacúolo hidríco

(b) I-Mitocôndria

II-Aparato golgiense

III- Ribossomo


(c) IV- Lisossomo

V- Aparato golgiense

VI- Retículo endoplasmático



Cena relaxante para aliviar o stress pós prova

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Estudo Dirigido Para a Prova Discursiva do 2º período - 1º ano do Ensino Médio - Sigma 2007


Queridos alunos;



Segue um "pequeno" estudo dirigido para ajudá-los a se guiar diante ao extenso conteúdo para a prova discursiva. Sugiro que vocês leiam os textos do livro, textos do blog, anotações do caderno e exercícios do livro (ver correções no seu caderno e gabaritos neste blog). Feito isso, tentem responder as questões abaixo.

Outro modo é partir das questões para um trabalho de pesquisa no seu material. Enfim, estamos aqui para ajudá-los (as). Sucesso e que a força esteja com vocês.



Estudo Dirigido!!! (ESTUDEM OU SEGUIRÃO PARA O LADO SOMBRIO DA FORÇA)

Questão 01- O que é e qual a função dos ácidos nucléicos nos seres vivos?

Questão 02- Descreva 5 características do DNA (vista nos modelos de Watson e Crick - ver texto no blog ou caderno) e 5 características do RNA. Cite 4 diferenças entre o DNA e o RNA incluindo função dentro da genética molecular


Questão 03- Sabendo que o DNA é constituido de 2 fitas (ou 2 sequência inter-ligadas de nucleotídeos), o que une uma fita a outra deste ácido nucléico?


Questão 04- Quantas pontes ou ligações de hidrogênio existe entre citosina e guanina e entre timinia e adenina quando nos referimos a ligação entre fitas de uma macromolécula de DNA?

A partir das fitas de DNA abaixo, respoda; (questões de 05 a 08)



CCTAGACGAACGACGACGACGAACGAGGC

GGATCTGCTTGCTGCTGCTGCTTGCTCCG



GGCGCGCCGGGGCGTTACTAGCGAGCTAC

CCGCGCGGCCCCGCAATAGATCGCTCGATG



Questão 05- Qual é a porcentagem de citosina, guanina, timina, adenina e uracil vista no RNA transcrito das moléculas de DNA acima, considerando que a fita molde é aquela com maior quantidade de citosina?


Questão 06- Qual é a sequência de aminoácidos vista nos peptídeos produtos da tradução baseadas nas moléculas de DNA acima? (veja a tabela de relação de códons e aminoácidos no seu livro)?


Questão 07- Qual é a denominação dos aparelhos enzimáticos vistos no processo de transcrição e replicação das moléculas de DNA acima?


Questão 08- Como os nucleotídeos se ligam entre si na mesma fita e entre fitas distintas na mesma macromolécula de DNA?


Questão 09- Quantas pontes ou ligações de hidrogênio existem entre as fitas de cada molécula de DNA? (DICA - Sendo que a Adenina se liga por meio de duas pontes de hidrogénio à Timina, e a Citosina se liga através de três pontes com a Guanina.)



Questão 10- Explique a principal razão por quê há necessidade do processo de transcrição nas células. (Dica - Tome como base de argumentação a razão pela qual a tradução não é feita sobre o DNA, necessitando de um intermediário de inforação genética- O RNA).


Considere a molécula de RNA abaixo, RESPONDA; (questão 11 a 13)



AUGCUAGACCCCGGGUUAUACCCGGCGAACGGCAACAAUUACGGAUGA



Questão 11- Qual é a molécula de DNA que deu origem a molécula de RNA vista acima? (indique a fita molde e a fita complementar).


Questão 12- Como se denomina o processo bioquímico que originou a molécula acima? Onde, na célula, este processo ocorre? Qual é a principal conjunto enzimático envolvido neste processo?


Questão 13- Qual é o sequência de aminoácidos decorrente do processo de tradução desta molécula de RNA? (Veja o quadro de códons abaixo)





Questão 14 - Dos exemplos de proteínas abaixo, cite sua função e onde é encontrada (pesquise em seus livros e cadernos);

  • Queratina

  • Neurotransmissor

  • Bomba de sódio/potássio
  • Hemoglobina
  • Amilase

  • lipases

  • Superóxido dismutase

  • Miosina


  • Actina


  • Albumina

Questão 15- Esquematize dois aminoácidos e os ligue através de uma ligação peptídica. Quantos carbonos, hidrogênios, oxigênios e nitrogênios existem neste dipeptídeo após a ligação ser efetivada? (Considere que o grupo R de um aminoácido é o H e no outro aminoácido um NH3)

Questão 16- É possível sequenciar aminoácidos a partir da fita molde do DNA. Seria possível verificar a fita molde a partir da sequência de aminoácidos visto em uma proteína? Justifique sua resposta com base nas noções de genética molecular.

Questão 17- Muitas proteínas são produzidas e eliminadas pelas células. Esses dois processos são conhecidos, respectivamente, por síntese de proteínas e secreção celular e dependem de vários componentes celulares: gene (DNA), RNA mensageiro (RNAm), RNA transportador (RNAt), ribossomos e retículo endoplasmático granuloso (REG). Cite o papel de cada um dos omponentes nesses processos.


Questão 18- Considerando a classificação dos seres vivos e os tipos fundamentais de células, estabeleça:
a) a principal diferença entre os tipos de células.
b) a relação entre os tipos de células e os cinco reinos.

Questão 19- A doença de Fabry é uma anomalia hereditária recessiva que ocorre em função de um defeito no gene do cromossomo X que codifica a enzima alfa-galactosidase A. Na ausência dessa enzima, o lipídeo GL-3 (Globotriaosilceramida) acumulase nos vasos sangüíneos causando problemas de funcionamento de todos os órgãos do organismo. Com base nesses dados,
responda às seguintes questões:
a) Em que organela da célula é produzida a alfa-galactosidase A?
b) Em que organela da célula a alfa-galactosidase A é armazenada?

Questão 20- No interior do Estado do Mato Grosso, um pescador, após comer um sanduíche, entrou nas águas de um rio a fim de se refrescar. Não muito distante do local, um jacaré, após abundante refeição, à base de peixes e aves da região, repousa sobre as areias da margem do rio.
Considerando-se que as temperaturas da água do rio e da areia eram, respectivamente, de 18°C e 45°C e que as enzimas digestivas do homem e do jacaré têm sua temperatura ótima entre 35°C e 40°C, deseja-se saber:
a) se o jacaré teria alguma dificuldade na digestão do alimento se permanecesse no rio após a sua refeição. Justifique.
b) para o pescador, qual seria o local mais apropriado para realizar a digestão do sanduíche, no rio ou às margens? Por quê?
Questão 21- Descreva a definição de estrutura primária, secundária, terciária, quaternária de uma proteína. Qual são as estruturas funcionais? Por que?

Questão 22- Cite pelo menos 3 diferenças entre;

(a) Célula procariótica e célula eucariótica

(b) Célula animal e célula vegetal


Questão 23- "A margarina finlandesa que reduz o COLESTEROL chega ao mercado americano ano que vem." (JORNAL DO BRASIL, 23/07/98)
"O uso de ALBUMINA está sob suspeita" (O GLOBO, 27/07/98)
"LACTOSE não degradada gera dificuldades digestivas" (IMPRENSA BRASILEIRA, agosto/98)
As substâncias em destaque nos artigos são, respectivamente, de natureza:

a) lipídica, protéica e glicídica.
b) lipídica, glicídica e protéica.

c) glicídica, orgânica e lipídica.
d) glicerídica, inorgânica e protéica.
e) glicerídica, protéica e inorgânica.


Questão 24- "Captura aminoácidos que se encontram dissolvidos no citoplasma e carrega-os ao local da síntese de proteínas". Essa função é desempenhada pelo:

a) RNA mensageiro.
b) RNA transportador.

c) RNA ribossômico.
d) ribossomo.
e) DNA.


Questão 25- Para formar proteínas, a célula une aminoácidos através de reações características.
a) Como se chama a ligação entre dois aminoácidos?
b) Em que partes das moléculas dos aminoácidos se dá a ligação?

c) Qual o nome da molécula resultante desta ligação entre dois aminoácidos?
d) Qual o significado de R nas moléculas dos aminoácidos?

Questão 26- Considere as seguintes afirmativas:
I - As proteínas são moléculas de grande importância para os organismos - atuam tanto estruturalmente como também metabolicamente.
II - As enzimas são proteínas que atuam como catalisadores biológicos.
III - Existem proteínas que atuam como linhas de defesa do organismo e algumas delas são conhecidas como anticorpos.
Quais estão corretas?
a) Apenas I
b) Apenas II
c) Apenas III
d) Apenas II e III
e) I, II, III


Questão 27- Descreva 3 modos pela qual uma proteína pode ser desnaturada? Qual é o problema deste processo para o organismo? Cite um sintoma visto em doenças humanas que pode levar a desnaturação sistêmica de proteínas no organismo afetado.


Questão 28- Assinale a alternativa INCORRETA a respeito da molécula dada pela fórmula geral a seguir:







a) É capaz de se ligar a outra molécula do mesmo tipo através de pontes de hidrogênio.
b) Entra na constituição de enzimas.
c) R representa um radical variável que identifica diferentes tipos moleculares dessa substância.
c) Os vegetais são capazes de produzir todos os tipos moleculares dessa substância, necessários à sua sobrevivência.
e) Essas moléculas são unidas umas às outras nos ribossomos.




Questão 29- O gráfico a seguir representa a atividade enzimática de uma determinada reação em função da temperatura.
A seta indica o ponto:
a) ótimo de temperatura para a atividade enzimática.
b) de desnaturação da enzima.
c) de desnaturação do produto.
d) mínimo da temperatura para a reação enzimática.
e) máximo de substrato obtido.






RESUMÃO - PROTEÍNAS, GENÉTICA MOLECULAR E ENZIMOLOGIA BÁSICA (CAP 04, 10 E 11)




COMPOSIÇÃO PROTÉICA

Somos seres protéicos: a vida está intimamente ligada às proteínas. Estas moléculas especiais realizam as mais variadas funções no nosso organismo, desde o transporte de nutrientes e metabólitos à catálise de reações biológicas. Apesar da complexidade de suas funções, as proteínas são relativamente simples: repetições de 20 unidades básicas, os aminoácidos.

As proteínas são macromoléculas complexas, compostas de amino ácidos, e necessárias para os processos químicos que ocorrem nos organismos vivos. São os constituintes básicos da vida: tanto que seu nome deriva da palavra grega "proteios", que significa "em primeiro lugar". Nos animais, as proteínas correspondem a cerca de 80% do peso dos músculos desidratados, cerca de 70% da pele e 90% do sangue seco. Mesmo nos vegetais as proteínas estão presentes.

A importância das proteínas, entretanto, está relacionada com suas funções no organismo, e não com sua quantidade. Todas as enzimas conhecidas, por exemplo, são proteínas; muitas vezes, as enzimas existem em porções muito pequenas. Mesmo assim, estas substâncias catalisam todas as reações metabólicas e capacitam aos organismos a construção de outras moléculas - proteínas, ácidos nucléicos, carbohidratos e lipídios - que são necessárias para a vida.

Pode-se dizer que as proteínas são polímeros de aminoácidos o que em suas moléculas existem ligações peptídicas em número igual no número de aminoácidos presentes menos um. -

Pode-se dizer, também, que os aminoácidos são monômeros dos peptídeos e das proteínas. Polímeros são macromoléculas formadas pela união de várias moléculas menores denominadas monômeros.

Uma molécula protéica contém desde algumas dezenas até mais de 1.000 aminoácidos. 0 peso molecular vai de 10.000 a 2.800.000. A molécula de hemoglobina, por exemplo, é formada por 574 aminoácidos e tem peso molecular de 68.000. Justifica-se, assim, o fato de as moléculas protéicas estarem incluídas entre as macromoléculas.


Estrutura tridimensional das proteínas

As proteínas podem ter 4 tipos de estrutura dependendo do seu tipo de aminoácidos que possui, do tamanho da cadeia e da configuração espacial da cadeia polipeptídica. As estruturas são:


Estrutura primária:






É dada pela seqüência de aminoácidos ao longo da cadeia polipeptídica. É o nível estrutural mais simples e mais importante, pois dele deriva todo o arranjo espacial da molécula. São específicas para cada proteína, sendo geralmente determinados geneticamente. Um exemplo de proteína são os ovos,feijão soja e etc...!!! A estrutura primária da proteína resulta em uma longa cadeia de aminoácidos semelhante a um "colar de contas", com uma extremidade "amino terminal" e uma extremidade "carboxi terminal". Sua estrutura é somente a seqüência dos aminoácidos, sem se preocupar com a orientação espacial da molécula.


Estrutura secundária:


É dada pelo arranjo espacial de aminoácidos próximos entre si na seqüência primária da proteína. É o último nível de organização das proteínas fibrosas, mais simples estruturalmente.
Ocorre graças à possibilidade de rotação das ligações entre os carbonos a dos aminoácidos e seus grupamentos amina e carboxila. O arranjo secundário de um polipeptídeo pode ocorrer de forma regular; isso acontece quando os ângulos das ligações entre carbonos a e seus ligantes são iguais e se repetem ao longo de um segmento da molécula.
São dois os tipos principais de arranjo secundário regular:













Estrutura terciária:



Resulta do enrolamento da hélice ou da folha pregueada, sendo mantido por pontes de hidrogénio e dissulfito. Esta estrutura confere a actividade biológica às proteínas.
A estrutura terciária descreve o dobramento final de uma cadeia, por interações de regiões com estrutura regular ou de regiões sem estrutura definida. Podendo haver interações de segmentos distantes de estrutura primária, por ligações não covalentes.
Enquanto a estrutura secundária é determinada pelo relacionamento estrutural de curta distância, a terciária é caracterizada pelas interações de longa distância entre aminoácidos. Todas têm seqüências de aminoácidos diferentes, refletindo estruturas e funções diferentes.




Estrutura quaternária:



Algumas proteínas podem ter duas ou mais cadeias polipeptídicas. E essa transformação das proteínas em estruturas tridimensionais é a estrutura quaternária. Elas guiadas e estabilizadas pela mesmas interações da terciária.A junção de cadeias polipeptídicas podem produzir diferentes funções para os compostos.
Um dos principais exemplos de estrutura quaternária é a hemoglobina. Sua estrutura é formada por quatro cadeias polipeptídicas.





Funções das proteínas

Estrutural ou plástica



São aquelas que participam dos tecidos dando-lhes rigidez, consistência e elasticidade. São proteínas estruturais: colágeno (constituínte das cartilagens), actina e miosina (presentes na formação das fibras musculares), queratina (principal proteína do cabelo), fibrinogênio (presente no sangue), albumina (encontrada em ovos) e outras.

Hormonal



Exercem alguma função específica sobre algum órgão ou estrutura de um organismo como, por exemplo, a insulina (embora tecnicamente a insulina seja considerada apenas um polipeptídeo, devido a seu pequeno tamanho).

Defesa



Os anticorpos são proteínas que realizam a defesa do organismo, especializados no reconhecimento e neutralização de vírus, bactérias e outras substâncias estranhas.
O fibrinogênio e a trombina são outras proteínas responsáveis pela coagulação do sangue e prevenção de perda sanguínea em casos de cortes e machucados.

Energética


Obtenção de energia a partir dos aminoácidos que compõem as proteínas.

Enzimática



Enzimas são proteínas capazes de catalizar reações bioquímicas como, por exemplo, as lípases. As enzimas não reagem, são reutilizadas (sempre respeitando o sítio ativo) e são específicas.
As enzimas reduzem a energia de ativação das reações químicas. A função da enzima depende diretamente de sua estrutura.
Proteínas altamente especializadas e com atividade catalítica. Mais de 2000 enzimas são conhecidas, cada uma capaz de catalisar um tipo diferente de reação química.

Condutoras de gases:



O transporte de gases (principalmente do oxigênio e um pouco do gás carbônico) é realizado por proteínas como a hemoglobina e hemocianina.
Proteínas Trans-membrânicas
Responsáveis pelos transportes de substâncias para dentro e fora da célula através da membrana de composição fosfolipídica e isolante.


A SÍNTESE PROTÉICA


A sequência dos amino ácidos em todas as proteínas - fator que é responsável por sua estrutura e função - é determinado geneticamente a partir da sequência dos nucleotídeos no DNA celular. Quando uma proteína em particular é necessária, o código do DNA para esta proteína é transcrito em uma sequência complementar de nucleotídeos ao longo de um segmento de RNA - chamado de RNA mensageiro. Este segmento de RNA serve como uma forma para a síntese da proteína subsequente: cada grupo de 3 nuclueotídeos especifica um determinado amino ácido; estes amino ácidos são ligados na sequência codificada pelo RNA. No final do processo, obtém-se a proteína completa, cuja sequência de amino ácidos foi ditada pelo RNA mensageiro. Desta maneira, o organismo é capaz de sintetizar as várias proteínas com as funções mais diversas de que precisa.



sexta-feira, 11 de maio de 2007


Como Watson e Crick decifraram o mistério da biologia: a estrutura do DNA (Modelo)


A dupla hélice do DNA
Uma estrutura de ferro e madeira, imitando uma hélice dupla, foi a forma que os biólogos James Watson e Francis Crick encontraram para demonstrar como é a forma da molécula de DNA. No dia 25 de abril de 1953, eles publicaram na revista científica Nature o artigo histórico em que descreviam a estrutura. A descrição é considerada um dos grandes marcos da biologia no século 20 e certamente contribuiu para a o desenvolvimento de uma nova área de pesquisa que então nascia, a biologia molecular.O feito rendeu a Watson, Crick e a outro inglês, o físico Maurice Wilkins, o Prêmio Nobel de Medicina 10 anos mais tarde e permitiu à ciência o conhecimento de como as formas de vida se organizam de geração em geração. Antes, com Mendel, já se sabia que a hereditariedade das características humanas se deviam aos genes, tanto que ele é considerado o pai da genética.
Mas foi a descoberta da estrutura em dupla hélice que permitiu, segundo afirmou o geneticista Andrew Simpson, pesquisador do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer, o esclarecimento de como se dão as transmissões genéticas. "Antes de Watson e Crick, Linus Pauling havia descrito a estrutura do DNA numa forma de hélice simples. Se usássemos essa teoria, certamente não teríamos os estudos que temos hoje, que envolvem o conhecimento da genética", avaliou Simpson. Segundo o geneticista, coordenador da rede brasileira do Projeto Genoma do Câncer, disse que a descoberta da estrutura da dupla hélice foi fundamental para a identificação dos 30 mil genes que compõem o código genético humano, o chamado projeto Genoma Humano, ou Código da Vida. O genoma, exemplificou Simpson, colaborou para identificar as origens do homem na África e sua expansão pelo mundo.
A molécula de DNA, que em português tem o nome de ácido desoxirribonucléico, contém o código da hereditariedade de cada ser. Pelo modelo proposto por Watson e Crick, ela é constituída por duas cadeias paralelas de nucleotídeos unidos em seqüência, dispostas no espaço helicoidalmente, ou seja, giram sobre seu próprio eixo. O modelo passou a permitir também entender como ocorrem as mutações celulares, como a molécula se replica e a própria linearidade da codificação da mensagem genética.
As comemorações dos 50 anos da descoberta da dupla hélice do DNA tem recebido muitas citações em toda a mídia, mas à maioria escapam os antecedentes históricos do estudo. Pesquisadores do Laboratório Cavendish, na Inglaterra, Watson tinha por missão estudar vírus que acometiam bactérias, os bacteriófagos e Crick deveria decifrar a estrutura das proteínas por difração de raios-X. Os dois tinham afinidades no campo científico e isso colaborou para que insistissem em responder à pergunta considerada então fundamental para a biologia. Por isso, em 1951, propuseram um modelo com três cadeias, que se mostrou fracassado.
A partir daí, os pesquisadores receberam a orientação de se dedicar apenas a seus projetos originais. Mas o que poderia se chamar de "pontada de sorte" ocorreu a Watson, numa visita ao King's College, em fevereiro de 1953. Ali, ele viu uma cópia da fotografia feita por difração de raio-X, pela pesquisadora Rosalind Franklin. Ela havia sido contratada pelo diretor do laboratório de biofísica para investigar a estrutura do DNA e descobriu, em 1951, que bastava variar a umidade do meio de conservação da molécula para obter uma figura de difração que indicava a existência de uma estrutura helicoidal alongada. A estrutura desidratada, mais curta e mais compacta, não possibilitava essa visão.
Química por formação, Rosalind chegou à conclusão de que a cadeia de fosfato-desoxirribose se encontrava na parte externa da molécula e as bases no seu interior. Ela descreveu que, possivelmente, haveria entre duas e quatro hélices co-axiais e avaliou a distância correspondente a uma volta completa da hélice. No entanto, como não tinha conhecimento básico em biologia, a pesquisadora se aprofundou nos estudos da estrutura desidratada, o que a distanciou de decifrar a tão buscada forma do DNA.
Watson teve acesso à cópia da fotografia obtida por Rosalind, por meio do físico britânico Maurice Wilkins, que também se dedicava ao tema na mesma instituição. Rosalind e Wilkins tinham gênios incompatíveis e isso fez com que ela fizesse seus estudos isoladamente. Em menos de um mês, com a fotografia em mãos, Watson e Crick chegaram à estrutura correta. Rosalind morreu de câncer, aos 38 anos, quatro antes do prêmio Nobel ser concedido à Watson, Crick e Wilkins. Diferenças temperamentais e de comportamento à parte, a descoberta foi comemorada por Watson efusivamente. Na frase do biólogo, o resultado foi classificado como "demasiado belo para não ser verdade".
Lana Cristina