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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Seis razões para tentar o parto normal


Texto extremamente elucidativo sobre a polêmica entre o parto normal e suas vantagens.


Bons estudos


Por Paula Desgualdo



Como a natureza quer: se o parto normal é o desfecho natural de uma gravidez, por que fugir dele antes mesmo de saber se uma cesárea é de fato indicada para o seu caso? “O ideal é que o bebê escolha o dia em que quer nascer”, diz o obstetra Luiz Fernando Leite, das maternidades Santa Joana e Pro Matre, em São Paulo. É claro que, na hora do parto, às vezes surgem complicações. Aí, sejamos justos, a cesariana pode até salvar a vida da mãe e do filho. “Mas, quando a cirurgia é agendada com muita antecedência, corre-se o risco de a criança nascer prematura, mais magra e com os músculos ainda não completamente desenvolvidos”, adverte o obstetra.

A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.


Acelera a descida do leite: “Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.


Cai o mito da dor: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.


Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. Em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.


Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer...

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Drogas

Aspectos Relevantes da Questão das Drogas

Conceito

Em todas as sociedades sempre existiram "drogas". Entendem-se assim produtos químicos ("psicotrópicos"ou"psicoativos"), de origem natural ou de laboratório, que produzem efeitos, sentidos como prazeirosos, sobre o sistema nervoso central. Estes efeitos resultam em alterações na mente, no corpo e na conduta.
Na verdade, os homens sempre tentaram modificar o humor, as percepções e sensações por meio de susbstâncias psicoativas, com finalidades religiosas ou culturais, curativas, relaxantes ou simplesmente prazeirosas.
Estudos têm demonstrado diferentes motivações para o uso de drogas: alívio da dor, busca de prazer e busca da transcedência são razões encontradas nos diversos grupos sociais ao longo da história.
Antigamente, tais usos fizeram parte de hábitos sociais e ajudaram a integrar as pessoas na comunidade, através de cerimônias, rituais e festividades. Hoje, tais costumes são esvaziados em conseqüência das grandes mudanças sócioeconômicas.
Características da modernidade, como a alta concentração urbana ou o poder dos meios de comunicação, modificaram profundamente as interações sociais. No decorrer desse processo o uso de drogas vem se intensificando.
Produtos antigos ou recentes, legais ou ilegais, conheceram novas formas de fabricação e comercialização, indo ao encontro de novas motivações e novas formas de procura. Hoje, diante da diversidade de produtos, é fundamental o conhecimento do padrão de consumo e efeitos das substâncias psicoativas, já que o uso e abuso de drogas representa uma questão social complexa.
Os fatores de risco para uso ou abuso de drogas
Quanto aos fatores de risco relacionados ao abuso de drogas, eles são maiores para certas pessoas, em função das suas condições de vida.
Assim, são mais inclinadas ao uso as pessoas:
· sem informações adequadas sobre drogas e seus efeitos;
· com uma saúde deficiente;
· insatisfeitas com sua qualidade de vida;
· com problemas psicológicos que possam torná-las vulneráveis ao abuso de drogas;
· com fácil acesso a drogas.
Problemas relacionados ao uso de drogas surgem, de fato, de um encontro entre três fatores básicos. Operando juntos, eles provocam as rupturas acima mencionadas que podem levar à dependência. São eles:

· droga, o "produto" e seus efeitos;
· a pessoa, a personalidade e seus problemas pessoais;
· a sociedade, o contexto sócio-cultural e econômico, suas pressões e contradições.
O consumo de drogas não se deixa dissociar da procura de prazer: pode tornar-se problemático precisamente por ser prazeiroso. Este prazer pode resultar de sensações de bem-estar, ou euforia ("barato"), de força, poder, leveza ou serenidade, ou ainda, da ausência de dor ou de memória.
A procura de bem-estar e prazer é natural, fazendo parte da vida de todos; o problema consiste em querer buscá-los usando drogas.


Dependência


Quando se precisa de tais meios artificiais, significa que há algo errado consigo mesmo ou nas relações com os outros. Recorrer a produtos químicos continuadamente apresenta-se então como uma saída possível, como se elas fossem uma "poção mágica" contendo a "solução". Na falta do produto ao qual a pessoa se acostumou, ela é invadida por sensações ou "sintomas" penosos, indo de nervosismo, inquietação ou ansiedade ao impulso de obtê-lo de novo, a qualquer custo. Este estado chama-se dependência. O dependente de drogas deve ser considerado como um doente. Este necessita de ajuda e tratamento para entender as razões de seu abuso e iniciar sua reinserção social.
Distingue-se a dependência física da dependência psíquica.

Dependência física


A dependência física ocorre quando o organismo acostuma-se à presença do produto, sendo que a sua falta provoca
os sintomas da síndrome de abstinência (p.ex. delirium tremens, no alcoolismo). Enquadram-se produtos como o
álcool, a nicotina, os produtos derivados do ópio.

Dependência psíquica ou vício


A dependência psíquica instala-se quando a pessoa se acostuma a viver sob os efeitos de um produto psicoativo.
Ela é dominada então por um impulso, quase incontrolável, de se administrar a droga com freqüência, para não experimentar o mal-estar da falta, conhecido como "fissura".
Significa, portanto, o apego da pessoa àquele estado de bem-estar.
Diante da complexidade de diferenciar os dois tipos, a OMS recomenda hoje falar apenas dependência, caracterizada (ou não) pela síndrome de abstinência .
Escalada

Chama-se escalada a passagem de um consumo ocasional a um uso intenso ou contínuo (escalada quantitativa), ou ainda a mudança de um uso de produtos "leves" para outros considerados "pesados " (escalada qualitativa). É importante assinalar que o produto psicoativo pode criar dependência, em função do modo de usar, do contexto e da personalidade.
Assim, a evolução para a escalada não é nem automática nem irreversível.


Tolerância

Fala-se de tolerância quando o organismo reage à presença de uma substância psicoativa através de um processo de adaptação biológica. Ele o incorpora em seu funcionamento de modo a responder cada vez menos ao produto.
Logo, para obter os mesmos efeitos, é necessário aumentar a dosagem. Esta elevação, comparável à escalada quantitativa, aumenta os riscos de uma superdosagem ("overdose"), capaz de provocar morte súbita por parada respiratória ou cardíaca, como no abuso da cocaína, por exemplo.

Tipos de usuários de drogas
É útil distinguir vários tipos de usuários de drogas, segundo critérios científicos, para desfazer o preconceito de que todo usuário seja "viciado" ou "marginal". Assim, a UNESCO distingue quatro tipos:


experimentador: limita-se a experimentar uma ou várias drogas, em geral por curiosidade, sem dar continuidade ao uso;

usuário ocasional: utiliza uma ou várias substâncias, quando disponível ou em ambiente favorável, sem rupturas nas relações afetivas, sociais ou profissionais;

usuário habitual ou "funcional": faz uso freqüente, ainda que controlado, mas já se observam sinais de rupturas;


usuário dependente ou "disfuncional" (toxicômano, drogadito, dependente químico): vive pela droga e para a droga, descontroladamente, com rupturas em seus vínculos sociais, podendo haver marginalização e isolamento.


O uso de drogas, portanto, não leva automaticamente a estados de dependência. Passa-se ao abuso com a perda de controle sobre o uso, em conseqüência de certas dificuldades ou fatores de risco, que variam de pessoa para pessoa, do contexto social e familiar. A compreensão dessas dificuldades e dos fatores de risco é crucial na ajuda ao dependente de drogas.


Relebrando conceitos importantes;

Origem da palavra: droga vem da palavra droog (holandês antigo) que significa folha seca. Isto porque, antigamente, a maioria dos medicamentos era à base de vegetais.

Droga: qualquer substância que é capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.
Droga psicotrópica: é aquela que atua sobre o cérebro, alterando de alguma forma o psiquismo.
Medicamento ou fármaco: é a droga que atuando em organismos vivos, provoca efeitos benéficos ou úteis.
Tóxico: é a droga que administrada em organismos vivos produz efeitos nocivos.
Estimulantes: são as drogas que aceleram o funcionamento do cérebro. Ex: Anfetaminas; Cocaína; Cafeína.

Depressores ou inibidoras: são drogas que diminuem a velocidade de funcionamento do cérebro. Ex: Álcool; Hipnóticos não barbitúricos; Barbitúricos; Ansiolíticos; Narcóticos; Solventes (inalantes); Opiáceos.

Perturbadores ou alucinógenas: são drogas que alteram o funcionamento do cérebro. Ex: Derivados indólicos , da maconha; LSD-25

Definições Importantes




Tolerância: ocorre quando é necessário um aumento da dose da droga para a obtenção do mesmo efeito inicial ou após uma mesma dose o efeito é menor.

Dependência: é uma síndrome bio-psico-social manifestada por um padrão de comportamento no qual a procura e uso da droga tem uma prioridade extrema sobre outros comportamentos anteriormente valorizados.


Síndrome de abstinência: é um conjunto de sinais e sintomas contrários aos da droga que ocorrem quando uma pessoa pára abruptamente de consumir a droga que utilizava constantemente e que o organismo já estava adaptado.

Delírio: compreensão e raciocínio errados da situação ou do ambiente(objetos e pessoas).

Alucinação: percepção sensorial( tátil, olfativa, auditiva, visual) falsa que ocorre na ausência de um estímulo concreto.

Ilusão: é uma confusão e uma distorção de percepções e estímulos.



Exercícios;
Questão 01- A cartilha de prevenção ao uso e ao abuso de drogas da Secretaria de Segurança Pública do DF aponta,
entre outros, os seguintes sinais do uso habitual de drogas por estudantes:
• o absenteísmo ou a evasão;
• piora das notas escolares;
• mudança de humor: euforia, depressão, hostilidade, supersensibilidade;
• uso de óculos escuros e colírios.
Com relação a esses sinais, julgue os itens que se seguem.
(1) As notas de estudantes que fazem uso habitual de drogas pioram, em parte, porque muitas drogas afetam a
memória e a capacidade de raciocínio.
(2) O uso de óculos escuros visa somente disfarçar a vermelhidão dos olhos.
(3) As mudanças de humor descritas revelam o uso de mais de uma droga pela mesma pessoa.
(4) A negligência na escola é um dos aspectos do desinteresse geral muitas vezes desenvolvido pelo usuário de drogas, que pode incluir também o afastamento das relações sociais e o desleixo na higiene pessoal.
Questão 02- O texto abaixo foi extraído de urna entrevista em que um estudante, em tratamento psiquiátrico devido
ao uso de anabolizantes, dá o seu depoimento acerca do uso desses medicamentos.
Pergunta (P) - Como você começou a usar anabolizantes?
Resposta (R) - Um professor da academia me falou a respeito, e eu comecei a usar aos 16 anos. Eu tinha 60 kg e
rapidamente ganhei 10 kg.
P - É comum o uso de anabolizantes nas academias?
R - Virou uma coisa normal. Realmente a pessoa tem um resultado rápido, mas são músculos falsos. Você pára de
tomar e volta ao normal.
P - Como você se sentia quando estava usando anabolizantes?
R - Minha auto-estima ia lá em cima. Ficava eufórico com os resultados da malhação. Mas como tempo fui ficando
muito agressivo e irritado com tudo. Cheguei a agredir minha mãe e minha namorada. Não tinha controle sobre mim
P - E quando parava? Como você se sentia?
R - Muito deprimido. Meu corpo não reagia sem anabolizantes. Eu não tinha vontade de fazer nada. É igual cocaína.
Pira. Eu tranquei a faculdade por um ano porque não conseguia fazer nada. Só pensava em tomar anabolizante e
malhar.
P-Você ainda sente vontade de tomar anabolizantes?
R - Eu sei que não estou livre disso ainda. Qualquer hora posso ter uma recaída. A vida inteira serei dependente. Hoje
faço tudo para ficar longe. Mudei de academia e faço tratamentos que são alternativas para não voltar.
Anabolizante leva à internação psiquiátrica. "Cotidiano", p. C4. In: Folha de S. Paulo, 29/10/2000 (com adaptações).
Com respeito ao assunto do texto acima, julgue os itens a seguir.
(1) Os anabolizantes são hormônios que alteram a capacidade de absorção de proteínas pelo organismo.
(2) Quando o tratamento com anabolizantes é interrompido, a musculatura volta ao normal porque seu
desenvolvimento está relacionado ao aumento temporário da quantidade de fibras musculares.
(3) Os anabolizantes podem tanto estimular quanto deprimir o sistema nervoso.
(4) A fúria, a euforia e a agressividade citadas no texto ocorrem devido a um aumento das fibras mielínicas, que conduzem mais rapidamente os estímulos nervosos.


Questão 03- O combate ao abuso de drogas psicotrópicas ou psicoativas tem recebido especial atenção dos serviços de saúde
e educação. Nos grandes centros urbanos, o uso de drogas tem sido freqüentemente associado à violência e a doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS. Segundo a cartilha de prevenção ao uso e abuso de drogas da Secretaria de Segurança Pública do DF, entre os sinais do uso habitual de drogas por estudantes estão a evasão escolar, a piora das notas escolares e a mudança de humor (euforia, depressão, hostilidade, supersensibilidade).
Em relação a esse assunto, julgue os itens e justifique os errados.
(1) Problemas relacionados ao abuso de drogas surgem de um encontro entre três fatores básicos que operam juntos: a droga (o “produto”e seus efeitos); a pessoa (a personalidade e seus problemas pessoais) e a sociedade (o contexto sócio-cultural e econômico, suas pressões e contradições).
(2) Toda dependência química é caracterizada pela necessidade psicológica de continuar a usar a droga, assim como pela tolerância e por sintomas característicos da síndrome de abstinência.
(3) Chama-se escalada à passagem de um consumo ocasional a um uso contínuo ou à mudança de um uso de produtos “leves” para outros considerados “pesados”.
(4) O uso prolongado de drogas psicoativas faz com que doses cada vez menores da droga sejam capazes de produzir o mesmo efeito.
(5) Qualquer uso de drogas psicoativas leva automaticamente a estados de dependência.
(6) O consumo de bebida alcoólica potencializa a ação da maconha e vice-versa.
(7) O uso compartilhado de seringa para injetar drogas é um comportamento de risco na transmissão do HIV.
(8) As notas de estudantes que fazem uso habitual de drogas pioram, em parte, porque muitas drogas afetam a memória e a capacidade de raciocínio.
(9) A negligência na escola é um dos aspectos do desinteresse geral muitas vezes desenvolvido pelo usuário de drogas, que pode incluir também o afastamento das relações sociais e o desleixo na higiene pessoal.
(10) As mudanças de humor descritas no texto revelam o uso de mais de uma droga pela mesma pessoa.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Texto - Anatomia e fisiologia do sistema sensorial (8 ano - Ensino Fundametal)

Órgãos Sensoriais

1. Introdução


Os animais contam com uma série de "janelas" abertas para o meio, ou seja, estruturas que colocam o sistema nervoso em contato com os estímulos provenientes do ambiente: cheiro, imagens, sons, etc. Essas estruturas são os chamados órgãos sensoriais.
As informações referentes ao ambiente são percebidas pelos órgãos dos sentidos e continuamente enviadas ao encéfalo, na forma de impulsos nervosos. Portanto, pode-se dizer que os órgãos sensoriais são transdutores, pois convertem uma forma de energia (som, luz, calor, etc.) em outra (impulso nervoso).
A porção inicial dos nossos equipamentos sensoriais é constituída pelos receptores, cuja função é converter diferentes formas de estímulos ambientais em um potencial gerador, em suas menbranas. Esses receptores conectam-se com fibras nervosas, cujos neurônios transformam esse potencial gerador em um potencial de ação, transmitindo-o para o encéfalo na forma de um impulso nervoso.
Podemos classificar os receptores sensoriais, de acordo com a natureza do estímulo que o excita, em:
· receptores de superfície;
· fotorreceptores;
· receptores químicos;
· fonorreceptores; e
· receptores posturais.

2. Receptores de Superfície


Também são chamados receptores sensoriais cutâneos, localizados na pele. Os receptores de Krause são receptores de frio; os receptores de Ruffini são receptores de calor. As informações recolhidas por ambos, juntamente com as informações sobre a própria temperatura do corpo, desencadeiam mecanismos que garantem a homeotermia.
Há dois tipos de receptores mecânicos, na pele: os receptores de Meissner são sensíveis ao tato superficial, e discriminam as sensações de textura; os receptores de Vater-Pacini são sensíveis à pressão.
Existem ainda, na pele, as terminações nervosas livres, sensíveis à dor. Apesar do evidente desconforto gerado pela dor, ela deve ser encarada como um poderoso instrumento adaptativo. Afinal, se há dor é porque deve haver lesão, o que obriga os animais a se cuidarem, poupando a estrutura dolorosa. Trata-se, portanto, de um "sinal de alerta".

3. Fotorreceptores


Fotorreceptores são encontrados mesmo em protozoários. Neles, certas áreas, chamadas manchas ocelares, são sensíveis à luz. Alguns protozoários têm fototropismo positivo (deslocam-se em direção à luz); enquanto que outros têm fototropismo negativo (afastam-se da fonte de luz).
Nos metazoários, as estruturas fotossensíveis que não formam imagens mas permitem detectar a presença de luz são chamadas ocelos, encontrados em platelmintos, anelídeos e em algumas classes de moluscos, como gastrópodes e bivalvos.
Os fotorreceptores que formam imagens são, genericamente, chamados de olhos. Basicamente, encontram-se dois tipos de olhos: os olhos compostos, como os dos insetos, e os olhos de câmaras, como os dos vertebrados.
O olho composto, dos insetos, é formado por unidades chamadas omatídeos. A imagem que o olho composto oferece é chamada "imagem em mosaico", formada por milhares de pequenas imagens.
Os olhos mais desenvolvidos e que oferecem melhor qualidade de imagem são os olhos de câmara, encontrados nos moluscos cefalópodos e nos vertebrados. Esse tipo de olho guarda muitas semelhanças com uma máquina fotográfica.
Como em uma câmara fotográfica, a imagem que se projeta sobre a retina é invertida. O cérebro encarrega-se de invertê-la, oferecendo-nos a visão correta das coisas.
O globo ocular é revestido por uma camada de tecido fibroso chamado esclera. Externamente a ela, está uma membrana bem mais delgada e transparente, conjuntiva. Na porção mais anterior do globo, a esclera tem uma parte transparente, a córnea. Trata-se da mais poderosa lente convergente do olho. O espaço interno do globo ocular é ocupado pelos humores: humor aquoso (entre a córnea e o cristalino) e humor vítreo (do cristalino até a retina).
Após atravessar a córnea e o humor aquoso, o feixe de raios luminosos passa pelo cristalino, outra lente convergente. Embora seu poder de convergência não seja tão elevado quanto ao da córnea, ele tem uma propriedade peculiar: encontra-se ligado ao músculo ciliar, que pode aumentar ou diminuir sua curvatura. Dessa forma, permite a focalização correta de objetos colocados a diferentes distâncias. Essa capacidade de focalização chama-se acomodação visual, e diminui com o envelhecimento, pois o cristalino vai gradativamente perdendo sua elasticidade.
A quantidade de luz que alcança o interior do globo ocular depende do diâmetro da pupila, o orifício da íris (parte colorida dos olhos). Em locais escuros, a pupila encontra-se bastante aberta; em locais intensamente iluminados, fecha-se.
Depois de atravessar o cristalino e o humor vítreo, o feixe luminoso atinge a retina, membrana apoiada sobre a porção posterior da face interna da esclera, onde estão as células fotossensíveis.

As células fotossensíveis da retina transformam o estímulo luminoso em impulsos elétricos, transmitidos ao cérebro pelos nervos ópticos. Existem dois tipos de células receptoras: os cones e os bastonetes.
Os cones fornecem uma imagem mais rica em detalhes e com distinção de cores. Em contrapartida, seu limiar de excitação é elevado, ou seja, necessitam de grande intensidade luminosa para que sejam excitados. Os bastonetes, por sua vez, não oferecem imagem tão nítida nem reconhecem cores, mas sua sensibilidade à luz é maior que a dos cones, e permitem enxergar na penumbra. Em situações de baixa luminosidade a visão depende quase exclusivamente dos bastonetes.
As serpentes peçonhentas do grupo das solenóglifas, como a cascavel e a jararaca, possuem uma estrutura sensível à luz infravermelha. Trata-se da fosseta loreal, localizada entre o olho e a narina. Esse órgão é útil na localização de fontes de calor, que podem ser outros animais, na mata.
Graças à fosseta loreal, as serpentes só podem detectar animais homeotermos, pois apenas eles são mais quentes que o ambiente e dissipam calor. Diante de uma fonte intensa de emissão de infravermelho, as serpentes provavelmente irão fugir, pois estão diante de um animal de grande porte. Por isso, justifica-se o hábito de se manterem fogueiras acesas em acampamentos, pois afugentam as serpentes. Fontes de emissão de pequena intensidade são interpretadas, pela serpente, como animais de pequeno porte e, portanto, passíveis de serem atacados.

4.Receptores Químicos


Há dois tipos de receptores químicos: os que se excitam no contato com substâncias solúveis em água são os receptores do paladar ,enquanto aqueles que percebem substâncias voláteis são os receptores olfativos. Apesar da semelhança quanto à natureza da excitação, os receptores olfativos têm uma nítida vantagem: não necessitam do contato direto com a fonte do estímulo, e permitem a tomada de decisões com antecipação, em relção aos receptores do paladar.
Os receptores do paladar encontram-se nas papilas gustativas, que se distribuem na superfície da língua. Há 4 sensações gustativas básicas: doce, salgado, azedo e amargo. De suas combinações em diferentes proporções, resultam todos os sabores que podemos perceber.
O olfato permite a percepção de substâncias dissolvidas no ar (para os animais terrestres) ou na água (para os aquáticos). Nos mamíferos, a área olfativa está localizada no teto da cavidade nasal; nos seres humanos, é relativamente pequena, se comparada com a de outros animais.
O olfato tem papel adaptativo importante: os cães delimitam seus territórios com a própria urina, um verdadeiro "aviso químico" para os eventuais intrusos. Ao saírem de casa, os cães farejam o ar e o solo antes mesmo de olharem para os lados. Pelo olfato, os animais reconhecem a aproximação de presas ou de predadores. Muito deles, inclusive, desenvolvem interessantes estratégias de caça, aproximando-se da vítima sempre contra o vento, evitando que sua aproximação seja pressentida antes de ter distância suficientemente pequena para desferir o golpe final.
O olfato é usado, ainda, na busca de parceiros sexuais. Os machos de muitas espécies são capazes de reconhecer, pelo olfato, as fêmeas que estão no período do cio, quando elas estão férteis e propensas à cópula.
O bulbo olfativo é a região do cérebro que recebe as informações sensoriais provenientes da mucosa olfativa. Nos seres humanos, é uma estrutura pequena, o que se relaciona com nossa pouca acuidade olfativa, comparada com a de outros animais.

5. Fonorreceptores

A emissão de sons está associada a vibrações do meio (ar, sólidos ou água ). Em muitos animais, existem receptores capazes de detectar essas vibrações e convertê-las em percepção auditiva (ou sonora ). São os chamados fonorreceptores.
Curiosamente, nos mais diversos grupos animais os sistemas de fonorrecepção são bastante semelhantes : contêm células ciliadas, mergulhadas em líquidos. As vibrações sonoras transmitem-se a esses líquidos e movimentam os cílios das células que, estimuladas, desencadeiam um potencial gerador e, a partir dele, inicia um impulso nervoso. Nos peixes, essas células ciliadas estão localizadas no chamado sistema da linha lateral; nos vertebrados terrestres, estão no ouvido.
O sistema da linha lateral consiste em um sistema de canais que se comunicam com a superfície corporal por meio de pequenos orifícios alinhados ao longo da superfície lateral do corpo. As vibrações da água são detectadas por esse sistema, que permite ao animal perceber a aproximação de animais ou de outros objetos, e até mesmo pequenas variações na pressão da água.
Nos vertebrados terrestres, o sistema de células ciliadas encontra-se no interior de uma câmara cheia de líquido, o ouvido interno. Passaremos a descrever a audição em mamíferos, tomando como modelo o equipamento auditivo humano.

O ouvido humano é dividido em três partes:

• ouvido externo: formado pelo pavilhão auditivo e pelo conduto auditivo;
• ouvido médio: cavidade do osso temporal, que possui duas membranas - o tímpano, que se comunica com o exterior; e a janela oval, que se comunica com o ouvido interno. Abre-se no ouvido médio, ainda, a trompa de Eustáquio, que comunica essa cavidade com a nasofaringe;
• ouvido interno: consiste em um complexo sistema de canais cheios de líquido - a perilinfa - que banha células ciliadas. Inclui a cóclea e os canais semi-circulares.
O som faz vibrar o tímpano, cuja vibração é transmitida à janela oval por um sistema de alavancas formado por três ossículos da cadeia ossicular: o martelo, a bigorna e o estribo. A movimentação da janela oval faz oscilar a perilinfa, e essa oscilação é percebida pelas células ciliadas que revestem internamente a cóclea, gerando um potencial de ação propagado ao cérebro pelo nervo acústico (ou nervo auditivo ).
Para que a membrana timpânica possa vibrar livremente, as pressões nas faces interna e externa devem ser iguais. Através da trompa de Eustáquio, o ar pode penetrar da faringe até o ouvido médio, mantendo a pressão interna igual à pressão externa (pressão atmosférica ). Situações que provocam distensão ou retração do tímpano diminuem a acuidade auditiva. É o que ocorre, por exemplo, quando estamos resfriados: a mucosa nasal inflamada obstrui a abertura da trompa de Eustáquio, impedindo a entrada de ar no ouvido médio. Dessa forma, as pressões nas faces interna e externa do tímpano tornam-se diferentes; o tímpano retraído, passa a não vibrar normalmente, e a capacidade auditiva diminui. Sentimo-nos parcialmente "surdos"nessa situação.
Outra circunstância em que essa alteração pode ser notada é quando descemos uma montanha. O aumento repentino da pressão atmosférica "empurra"o tímpano para dentro, e ele deixa de vibrar livremente. O ato de abrir a boca e engolir abre o orifício da trompa, na faringe, e permite a entrada de ar no ouvido médio, igualando as pressões nas duas faces do tímpano. Essas manobras nos permitem recobrar a plena capacidade auditiva.

6. Receptores Posturais



A presença de receptores posturais é importante para os animais, pois determina sua posição em relação ao ambiente, um dos componentes da chamada orientação espacial. Essa orientação ocorre graças à atração gravitacional.
Os órgãos de percepção postural dos invertebrados são os estatocistos.
Nos vertebrados, a percepção postural é mantida pelos três canais semicirculares do ouvido interno, cujo conjunto é chamado labirinto. O interior dos canais contém líquido e, em suas extremidades dilatadas, estão pequenos grânulos de carbonato de cálcio. A cada mudança postural, o deslocamento dos grânulos e da perilinfa excita as células receptoras, que enviam impulsos nervosos ao encéfalo.

sábado, 22 de setembro de 2007

Aula - Sistema Nervoso: Anatomia e Fisiologia ( 8 ano do Ensino Fundamental)


Dedicados alunos;

Segue o link para a aula sobre o Sistema Nervoso;


1 - Clique nos links abaixo;

2- Espere a página baixar totalmente (leva um tempinho)

3- Clique em Download file no meio da página

4- Salve ou abra o arquivo.

Abraços

Prof. Augusto César Willer

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Estudo Dirigido para o 8º ano (Ensino Fundamental)

ESTUDO DIRIGIDO PARA A PROVA DO PERÍODO 3 DO 8º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL - SIGMA


Q1- Qual é a função das seguintes enzimas vistas no sistema digestório? Qual é o produto direto das reações destas enzimas sobre o substrato (reagentes alimentares)? Onde são produzidas e onde agem?


a) Amilase salivar
b) Amilase pancreática
c) Pepsina
c) Tripsina
d) Lipase
e) Maltase
f) Saracares
g) Lactase







Q2- O que é digestão mecânica? Onde ocorre tal processo? O que é digestão química? Em que órgãos ocorrem tais processos?

Q3- Qual é a diferença e relação entre polímeros e monômeros? Qual destes sofre digestão? Justifique sua resposta com base no conceito de digestão.

Q4- Cite 3 polímeros alimentares (ou macronutrientes) que sofrem digestão em dois órgãos diferentes durante o processo digestório. Quais são as enzimas que agem nestes nutrientes?



Q5- O que são fibras alimentares? Estas são digeridas? Justifique sua resposta dada a esta questão.

Q6 - Qual é a importância das fibras alimentares no processo digestório?

Q7- "O tubo digestório é um tubo que começa na boca e termina no ânus". Descreva os órgãos envolvidos em cada porção do sistema digestório e sua respectiva função.

Q8 (a) - Quais são os órgãos envolvidos no controle involuntário e no controle voluntário da respiração? Que músculos são controlados são envolvidos pelos sistemas de controle respiratório? Como estão estes músculos (contraídos ou relaxados) durante cada momento da respiração (inspiração e expiração). Em relação a pressão aérea dentro dos pulmões e no ambiente, como a atividade muscular induz a inspiração e a expiração?

Q8 (b) - Quais são os órgãos envolvidos no sistema respiratório desde a entrada de ar no corpo até a hematose (troca gasosa entre CO2 e O2)? Qual é função das pregas vocais na laringe e como esta funcionam durante a passagem de ar?

Q9(a)- "Ao realizarmos apnéia, a concentração de CO2 em nosso sangue aumenta e a quantidade de O2 diminui. Involuntariamente somos obrigados a voltar a respirar para restituir a concentração normal destes componentes". Qual é o processo fisiológico que desencadeia o processo descrito acima? Como o CO2 influencia a atividade nervosa durante tal processo?



Q9(b) - Uma intoxicação respiratória se dá com o excessivo contato e inspiração de monóxido de carbono (CO). Como este gás leva a insuficiência respiratória e a incapacidade de hemácias de tranportar CO2 e O2?

Q10- Imagine-se como uma hemácia de seu corpo que parte do pulmão em direção ao coração. Por quais vasos sanguíneos, órgãos (e porções destes) você irá passar até voltar ao pulmão? Como estará a quantidade de oxigênio e gás carbônico em cada momento de sua viagem pelo corpo? Quando estiver próximo de sua morte, qual é o órgão que lhe retira da corrente sanguínea e qual é o órgão que recicla seus componentes para serem reutilizadas pelo corpo?



Q11- Como as células do músculo cardíaco são irrigadas pelo sangue para receber oxigênio e expelir gás carbônico? Como um acidente vascular pode interromper o fluxo sanguîneo para tais células cardíacas? O que é uma aterosclerose e quais são as suas consequências? Como evitar tais problemas de saúde?

Q12(a) Conceitue sístole e diástole cardíaca. Como se encontram (contraídos ou relaxadas) os músculos da região do átrio, ventrículo e artérias? Qual é a consequência para o fluxo sanguíneo da sequência de sistole e diastole na fisiologia cardio respiratória?

Q12(b)- Como o coração é sub-divido em relação a;


* Cavidades
* Camadas teciduais
* Tipos de válvulas e localização.



Q13- No sistema ABO e RH sanguíneos o que é aglutinina e aglutinogênio? Quis são os tipos de aglutinina e agluninogênios existentes nestes sistemas? Quais os tipos de aglutinina e aglutinogênios existentes nos sangues tipo: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-?

Q13- Faça um quadro ou tabela de doação que permita verificar quais são os indivíduos que podem doar e receber sangue durante uma transfusão sanguínea de acordo com a hemotipagem (tipo sanguíneo).

Q14- O que significa ser doador e receptor universal? Qual é a hemotipagem doadora universal e qual é a receptora universal? Justifique sua resposta com base na presença de aglutininas e aglutinogênios.



Q15- O que é o néfron? Esquematize um néfron denominado cada uma de suas partes. Considerando córtex e medula do rim, onde se localizam cada parte do néfron?

Q16- Qual é a função de cada parte do néfron na filtração do sangue e formação da urina:

(a) Glomérulo
(b) Capsula glomerular ou nefrótica (Bowman)
(c) Túbulo proximal
(d) Alça de Henle
(e) Túbulo distal
(f) Túbulo coletor

Q17- Qual é a importância do sistema renal para a manutenção da saúde (homeoastese humana)? Se um indivíduo adulto perder as pernas, qual seria a função complementar dos rins?





Q18- Qual é a função do hormônio ADH (Hormônio anti-diurético)? Nas situações abaixo o ADH será produzido em maior ou menor quantidade?

(a) Alta ingestão de líquidos
(b) Alta atividade de sudorese (suor)
(b) Meio ambiente frio
(c) Meio ambiente quente
(d) Desidratação
(e) Diarréia
(f) Ingestão de bebida alcoólica

Q19- Quais são os principais órgãos relacionados ao sistema excretor renal? Qual é o trajeto da urina desde a produção nos rins até o meio externo?

Q20- Qual é a função da bexiga? Qual é o processo que faz os músculos lisos deste órgão se contrair e expulsar a urina?

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Aula do Sistema Locomotor (8º ano - Ensino Fundamental)

Caros alunos;
Segue a prometida aula de Sistema locomotor;


1 - Clique no link abaixo
http://www.4shared.com/file/23490765/97c9fa7e/Msculos_e_Ossos_completo.html
2- Espere a página baixar totalmente (leva um tempinho)
3- Clique em Download file no meio da página
4- Salve ou abra o arquivo, imprima e o use para fazer os gráficos vistos nas instruções dadas em laboratório.
Abraços
Prof. Augusto César Willer


quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Proteína de perereca pode deter malária, diz cientista da UnB
29/08/2007 - 12h26
Pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília) estão otimistas com a possibilidade de poderem usar uma secreção da pele de pererecas no desenvolvimento de drogas no futuro.

Os seis tipos de proteína isolados pelo grupo mostraram, em estudos com camundongos, ter potencial para combater a malária, a leishmaniose e algumas infecções por bactérias resistentes a antibióticos. As moléculas já passaram, com sucesso, por dois tipos de testes. "Fizemos alguns experimentos in vitro e também os testes de toxicidade in vivo, em camundongos", explica Selma Kückelhaus, pesquisadora da UnB e uma das responsáveis pelo estudo com as proteínas. A secreção viscosa usada como matéria-prima foi extraída de duas espécies de anfíbios, a Phyllomedusa hypochondrialis e a P. oreades. "O estudo das proteínas dessas pererecas é super comum", explica a pesquisadora. Vários grupos, inclusive do Brasil, já isolaram outros agentes antibióticos dessa perereca. Dentro do laboratório, as substâncias estudadas em Brasília, mesmo em baixas concentrações, destruíram os microrganismos (Plasmodium falciparum, da malária, Leishmania amazonensis, da leishmaniose tegumentar americana, e dois tipos de bactéria bastante virulentos) quando entraram em contato direto com eles. Na segunda fase, o mesmo sucesso ocorreu, conta Kückelhaus. As filosseptinas (como são chamadas as proteínas isoladas pela equipe da UnB) foram testadas na medula óssea, no fígado, no baço, nos rins e no pulmão dos camundongos. "Os peptídeos [nome dado às proteínas de baixo peso molecular] se mostraram livres de toxicidade in vivo mesmo em concentrações dez vezes acima da que proporciona o efeito antimicrobiano", diz Kückelhaus. O projeto de pesquisa, que existe desde 2001, ainda está longe do fim, explica a pesquisadora. "É um processo demorado mesmo. Porém, com mais um ano, já teremos novos resultados, quem sabe, ainda mais positivos", diz. A expectativa do grupo é saber se a ação contra o causador da malária vai ser realmente confirmada. "Vamos ver a viabilidade disso nos modelos experimentais [animais]." O estudo feito pela UnB, em parte, também contou com a participação da Embrapa ( Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O processo de isolamento e síntese dos peptídeos já está patenteado.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Sistema Excretor (8º ano ensino fundamental)

Caros alunos;


Segue a apostila do sistema excretor.

Clique no link abaixo:





Na página que abrir, vá até o final e clique em Donwload Now



Abraços


Prof. Augusto César

domingo, 27 de maio de 2007

Estudo dirigido (para a 7ª série ou 8º ano do Ensino fundamental)

(Aqueles que não estiverem prontos serão alvos fáceis ao império!!!)


Questão 01- Desde o local de produção até a fecundação, qual é o trajeto de um espermatozóide? Cite órgãos e estruturas orgânicas neste trajeto)



Questão 02- Fazendo um comparativo entre órgãos masculinos e femininos, qual é o órgão equivalente em relação a origem embrionária ou função? (complete o quadro abaixo


EX: Masculino Feminino

Pênis Clitóris

Escroto ?

? útero

? Trompa ou tuba uterina

testículo ?

Ducto ejaculatório ?




Questão 03- Quais são as 4 glândulas envolvidas no sistema reprodutor masculino? O que cada uma destas produz e que é importante ao padrão hormonal masculino e a formação do espermatozóide?


Questão 04- Quais são as 4 glândulas envolvidas no sistema reprodutor feminino? O que cada uma destas produz e que é importante ao padrão hormonal feminino, na formação do óvulo e no preparo do corpo feminino para a gravidez?





Questão 05- Quais são os hormônios femininos que induzem a produção e liberação do óvulo? Quais são os hormônios que preparam o útero e o corpo feminino para a gravidez?


Questão 06- Da questão anterior, como os hormônios femininos interagem entre si e que têm como consequência o ciclo reprodutivo ou menstrual feminino? (Veja um gráfico envolvendo os 4 principais hormônios femininos ao longo do ciclo menstrual)






Questão 07- Descreva o que ocorre durante um parto normal desde as primeiras contrações até a expulsão do feto e placenta? Quais são os procedimentos médicos durante o parto normal?


Questão 08- Quais são os procedimentos clínicos e cirúrgicos durante o parto cesarianos? Quais são as vantagens e desvantagens do parto cesariano em relação ao parto normal?








Questão 09- Qual é a diferença entre o gêmeo univitelino e bivitelino? Como estes casos de gêmeos ocorrem durante a fecundação? Como é o desenvolvimento destes em relação a formação da placenta? (Indique semelhanças ou diferenças entre gêmeos uni e bivitelinos).





Questão 10- Na figura abaixo estes gêmeos são uni ou bivitelinos? Justifique sua resposta.





Questão 11- Quais são os métodos anticoncepcionais físicos, químicos, naturais e definitivos? Descreva como estes são usados, quais são mais eficientes como método anticoncepcionais, vantagem e desvantagem de cada um destes métodos?



Questão 12- Quais são as principais funções da água no organismo vivo? Todos os órgãos tem a mesma quantidade de água? Por quê?



Questão 13- Cite 7 sais minerais essenciais ao nosso organismo? Quais as doenças ou deficiências que a falta destes sais poderiam causar ao organismo humano?



Questão 14 - Qual a diferença entre nutriente orgânica e inorgânico? Cite exemplo de cada um deles?

Questão 15- Quais são os principais exemplos e funções de;

  • Carboidrato
  • Lipídeo
  • Proteína
  • Vitaminas

Questão 16- Qual são as vitaminas lipossolúveis e suas funções? Quais são as vitaminas hidrossolúveis e suas funções? O que a deficiência destas vitaminas pode ocasionar em termos de doenças e disfunções da saúde?